Este será o segundo protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em menos de um mês. No último dia 29 de maio, manifestantes foram às ruas pedindo impeachment, auxílio emergencial e vacinação em massa contra a Covid

Representantes das frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, junto à Campanha Fora Bolsonaro, estiveram reunidos para escolher uma nova data para os protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em reunião na manhã desta quarta-feira, 2, os organizadores definiram o dia 19 junho, um sábado. Nas redes sociais, páginas já convocam para o novo ato.

As manifestações vão às ruas pela segunda vez em menos de um mês com as mesmas palavras de ordem. O ato pede o impeachment do presidente Bolsonaro, auxílio emergencial e a vacinação em massa contra a Covid. Os mesmos cuidados em relação à pandemia são reforçados no novo convite: manifestantes são convocados a comparecerem com máscara de proteção PFF2 e álcool em gel.

Segundo a assessoria da Central Única dos Trabalhadores (CUT), as entidades locais ainda definirão horários, locais e formatos em cada estado. No Ceará, ainda não se sabe em quais cidades se organizarão protestos. No entanto, a CUT já adianta que o estado abrigará novos atos no dia 19 junho. No último dia 29 de maio, foram registrados nas cidades de Fortaleza, Juazeiro, Caucaia e Maracanaú.

A nova mobilização já tem uma hashtag nas redes socias, #19j, que faz referência ao dia e mês do evento. O ex-candidato à Presidência, Guilherme Boulos (Psol), convidou para as manifestações em seu perfil no Twitter, e lembrou do ato do último sábado. “Foram centenas de milhares de pessoas com grito de indignação, mas também de esperança, um grito que diz que nós não vamos esperar sentados, passivamente, até 2022, vendo nosso povo morrer de fome, morrer de vírus. Nós vamos seguir nas ruas para poder interromper esse governo da morte. Por isso, dia 19 de junho nós vamos novamente tomar as ruas, praças e avenidas do Brasil inteiro”, disse.

Os protestos de sábado, 29, foram registrados em vários lugares do país e se organizaram em forma de carreatas e pessoas nas ruas. Em São Paulo, manifestantes se reuniram em frente ao Museu de Arte da capital (Masp). Já em Fortaleza, uma fila de carros se formou nos arredores da Arena Castelão. Na maioria dos estados, os protestos ocorreram de forma pacífica, com exceção de Pernambuco, que teve ação policial truculenta contra manifestantes na cidade de Recife. Os agentes militares deixaram dois homens gravemente feridos nos olhos. Ambos, porém, não participavam ativamente do protesto.

Por MARIA EDUARDA PESSOA

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