Como pode-se definir dezenas de pessoas que manifestam em frente a um hospital lotado com buzinas e gritos?  Como se pode definir “ pastores” que dão mais importância ao dízimo que a vida e que organizam cultos com milhares de pessoas sem respeitar as mínimas medidas sanitárias?

Como se pode definir um ministro do STF que autoriza os cultos religiosos indo contra a propria decisão do STF que determinou o trabalho conjunto dos municípios, governadores e governo federal para combater a epidemia e  que dá aos municipios e governadores a tarefa de definir as ações necessárias para dimunuir os contágios e hospitalizações? E que esse mesmo ministro ameaça de cadeia o prefeito de BH por se negar a acatar uma decisão completamente débil e irresponsável ? Como definir um governo que se radicaliza cada vez mais ao mesmo tempo que perde apoio de todos os setores da sociedade?

A rejeição a Bolsonaro está em 59%, mas sua base de apoio continua estável em 30%.

É essa parcela da população que surpreende. Não é mais Bolsonaro, que dia a dia comete irregularidades e continua com um discurso abjeto, alheio às críticas e advertências do mundo inteiro. Bolsonaro continua idêntico a ele mesmo. Ele, pouco a pouco, se converte no homem invisível. Poucas pessoas prestam atenção ao que ele diz. Pouco a  pouco ninguém mais vai prestar atenção ao psicopata que ocupa o Palácio do Planalto.

Cada dia que passa  tem-se a certeza que Bolsonaro tem poucas chances de ser reeleito. Já se fala que a próxima eleição vai ser uma batalha entre o Centrão e Lula, que Bolsonaro não passa para o segundo turno.

Possível. Mas o que preocupa são os 30% de débis mentais que continuam adorando o “mito”. No futuro, com certeza, o Brasil será caso de estudo em psiquiatria. País admirado em outro tempos, hoje o Brasil projeta uma imagem sombria e deprimente que, um dia foi uma grande nação. Assim como nos Estados Unidos, os movimentos de extrema direita aliados as igrejas evangélicas destroem o tecido social do país, numa metástase extremamente dolorosa.

Caso em 2022, Bolsonaro não seja eleito, poderá haver uma reação violenta das organizações criminais que apoiam o ex- capitão.

As forças vivas da nação teram a responsabilidade de reconstruir um país destruido pelo ódio, o confronto, a legitimização da violência e o crime.

Os 30% de ignorantes mostram o que pode acontecer num país onde a educação nunca foi levada a sério, onde a oligarquia sabotou em permanência todo avanço social para poder manter seus privilégios.

Essas pessoas demostram um baxíssimo nivel intelectual, de empatia e de educação. Eles lutam contra inimigos imaginários, insultam, agridem, inventam todo tipo de mentiras, deturpam a realidade ao serviço de uma ideologia nefasta feita de complotismo, ignorância e uma boa dose de maldade.

Nao é Bolsonaro o problema. Todo mundo sabe quem é Bolsonaro. O verdadeiro problema são os 30 % de doentes mentais que apoiam um genocida.

Alfonso Vásquez Unternahrer