Para o migrante o maior obstáculo é a língua falada no país escolhido para viver. Na Suíça e sobretudo em Genebra onde 40 % da população é de estrangeiros e que conta com 180 nacionalidades diferentes, falar o francês é primordial para a interação com a cultura local.

A grande maioria de famílias migrantes são pessoas que vem de países desfavorecidos, em guerras constantes ou aqueles que migram por melhorar a sua condição econômica. Além dos problemas com alojamento, dificuldades em conseguir um trabalho, existe a barreira da língua.

Em Genebra existe vários lugares onde o migrante pode aprender a ler e falar francês gratuitamente. Resolvi listar alguns deles para ampliar o horizonte daqueles que necessitam participar ativamente da nossa comunidade.

– Bolsa de Intercâmbio de Línguas CAGI permitirá que você pratique e melhore seu conhecimento de qualquer idioma em troca do seu. Aproveite a diversidade cultural de Genebra e a multiplicidade de nacionalidades presentes para praticar e melhorar seu conhecimento de qualquer idioma em troca do seu.

Criado para todos os residentes de Genebra e sua região, este programa conta atualmente com mais de 800 participantes e oferece a oportunidade de praticar a maioria das línguas ou mesmo dialetos, além disso, é claro, as seis línguas oficiais da ONU. Aberto a todos (exceto crianças), este programa é gratuito.
bel.cagi@etat.ge.ch

– O conhecimento do francês é importante para sermos bem sucedidos em Genebra. Seja na escola, no consultório do médico, nos correios ou para ou no lazer, em todos os lugares, você precisará se comunicar com outras pessoas.

Nesta perspectiva, o Escritório de Integração de Estrangeiros apresenta uma grande variedade de cursos de francês a preços acessíveis, organizados em diferentes momentos em vários bairros e comunas do cantão de Genebra.

Ge.ch – Bureau d’Intégration des étrangers

– A Escola de Lingua e Civilização Francesa (ELCF) também realiza missões que atendem toda a comunidade universitária. Em particular, garante o exame de francês que permite a admissão de estudantes de língua estrangeira na Universidade;

Um ano intensivo (ano qualificado) de atualização de idioma para alunos que não cumprem plenamente os requisitos do exame de admissão;

Apoio linguístico a estudantes não-francófonos de diferentes faculdades, institutos ou escolas da Universidade que tenham dificuldades de compreensão ou expressão, tanto oralmente como por escrito ou que desejam ampliar seus horizontes culturais e / ou linguísticos.

– Intercâmbio de idiomas para jovens: o Departamento de Educação Pública (DIP) organiza intercâmbios linguísticos para jovens de 11 anos e superiores a 16 anos. Os alunos são encorajados a desenvolver seus conhecimentos de alemão, inglês e italiano ao participar de intercâmbios de línguas individuais de curto ou longo prazo organizadas – de acordo com sua idade – na Alemanha, Austrália, Suíça e Canadá.

Aulas de francês gratuitas nos parques;

Aprender francês descobrindo os parques da cidade de Genebra, esse é o objetivo do Escritório de Integração de Estrangeiros (BIE) e a Cidade de Genebra desde o verão de 2015.

A integração envolve o aprendizado da lingua mas também envolve a descoberta do lugar em que se vive. Com esta convicção em mente, o BIE selecionou os parques André-Chavanne, Geisendorf, Acacias e La Grange como lugares para as várias sessões.

https://www.cours-au-parc.ch/

Associações e organizações de migrantes que ajudam na compreensão da língua francesa:

Centro de Contato Suiça-Imigrante (CCSI) – serviço multilingue

Fédération Maison Kultura (FMK) – serviço multilingue

Centro Social Protestante (CSP) – serviço multilingue

Caritas – serviço multilingue

Centro de Integração Cultural (Cruz Vermelha) – serviço multilingue

Universidade Popular Albanesa (UPA) – serviço em albanês / francês

Serviço Protestante Suíço (EPER) – serviço em espanhol / francês / português

Associação para a Promoção dos Direitos Humanos (APDH) – serviço em árabe / francês

Centre la Roseraie – Serviço multilingue

Área de solidariedade Pâquis – serviço multilingue

Viver em um país que preocupa-se com a integração dos estrangeiros é um grande prazer.

Por Miriam Rey