Até quando vamos vivenciar políticas nucleares mal resolvidas. A tensão está presente no cotidiano da humanidade.

A Coreia do Norte anunciou ter testado, com sucesso, no último domingo, uma bomba de hidrogénio desenvolvida para ser instalada num míssil balístico intercontinental.

O anúncio do “total sucesso” do teste de uma bomba de hidrogénio, conhecida como « bomba H » foi feito pela televisão estatal norte-coreana, horas depois de Seul e Tóquio terem detectado uma invulgar atividade sísmica na Coreia do Norte.

Este é o sexto ensaio nuclear, conduzido pelo regime de Pyongyang, foi comandado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

A Coreia do Norte ignorou a oposição generalizada da comunidade internacional. O Governo chinês expressa a sua indignação e condena vigorosamente esta ação, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Executivo de Pequim.

O ministro dos Negócios Estrangeiros Britânico Boris Johnson pediu na reunião da ONU, novas sanções à Coreia do Norte e apelou à China para exercer a sua influência para solucionar a crise provocada pelo programa nuclear do país vizinho.

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“A China, que representa 90% do comércio externo da Coreia do Norte, é a única com capacidade para influenciar o regime”, segundo Boris Johnson.

Os Estados Unidos, juntamente com os seus aliados europeus e japonês, anunciaram na segunda-feira que estavam negociando sanções severas da ONU contra a Coreia do Norte, num contexto de tensões exacerbadas com Pyongyang.

A Coreia do Norte afirmou hoje que o recente ensaio nuclear serviu para transmitir uma mensagem direta aos Estados Unidos, avisando Washington que terá “mais presentes” caso mantenha as “provocações imprudentes” e as “pressões” sob a forma de sanções.

O embaixador norte-coreano assegurou que desta forma o regime liderado por Kim Jong-un está “mais próximo de concluir uma força nuclear estratégica”.

A pressão ou as sanções nunca irão funcionar”, frisou Han Tae-Song, assegurando que Pyongyang “não irá recuar nem um milímetro, a menos que a política hostil e a ameaça nuclear dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte sejam completamente eliminadas”.

Na mesma conferência, o representante norte-americano, Robert Wood, respondeu e declarou que o regime norte-coreano não tem manifestado abertura para um diálogo.

“Tentamos no passado conversar com o regime da Coreia do Norte, que não tem nenhum interesse no diálogo e que continua com os seus programas de mísseis balísticos”, indicou o embaixador.

Enquanto isso, nós assistimos calados a grande ameça de uma guerra nuclear.

Por Miriam Rey