Vivemos o nosso dia condicionados pelos padrões sociais, somos levados a manter uma rotina dentro do previsto para fazer frente às exigências de sobreviver, trabalhar e se possível, diversão e arte.

Lemos as notícias rapidamente, uma exclamação aqui, outra ali, mas tudo passa em segundos, outras atividades previstas pelo mundo, nos levam a focar na estrutura que deve estar sempre em constante aceleração.

Todos sabemos que a ameaça nuclear paira sobre as nossas cabeças, muitos se perguntam, se toda essa tecnologia, investimento em materiais e conhecimentos precisos, um dia será testada ? A dúvida é o preço na ingenuidade.

As estimativas apontam que, existem atualmente no mundo cerca de 15.000 armas nucleares. As nove potências nucleares (EUA, Rússia, Reino Unido, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte) e da maioria dos países da NATO, não assinaram o encontro realizado pela ONU, na reunião do  Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, em julho de 2017, aprovado por 122 países. Os poderosos detém a arma mortífera.

Bomba nuclear é um dispositivo explosivo que deriva sua força destrutiva das reações nucleares, tanto de fissão (conhecida como bomba atômica) ou de uma combinação de fissão e fusão (conhecida como bomba termonuclear). Ambas as reações liberam grandes quantidades de energia a partir de quantidades relativamente pequenas de matéria.

 

fissão

fissão e fusão

 O primeiro teste de uma bomba termonuclear (hidrogênio) liberou uma quantidade de energia equivalente a cerca de 10 milhões de toneladas de trinitrotolueno (TNT). Uma arma termonuclear moderna, pesando pouco mais de 1,1 quilograma, pode produzir uma força explosiva equivalente à detonação de mais de 1,2 milhão de toneladas de TNT.

 Assim, mesmo um pequeno dispositivo nuclear não muito maior do que bombas tradicionais, pode devastar uma cidade inteira através da gigantesca explosão por incêndios e radiação subsequentes. As armas nucleares são consideradas armas de destruição em massa e seu uso e controle têm sido um dos principais focos da política de relações internacionais desde a sua criação.

 Apenas duas armas nucleares foram utilizadas durante uma guerra: quando os Estados Unidos bombardearam duas cidades japonesas no fim da Segunda Guerra Mundial. Em 6 de agosto de 1945, uma bomba de fissão de urânio cujo codinome era “Little Boy” foi detonada sobre a cidade japonesa de Hiroshima.

Três dias depois, em 9 de agosto, um tipo de bomba de fissão de plutônio, de codinome “Fat Man”, explodiu sobre a cidade de Nagasaki, no Japão. Estes dois ataques resultaram na morte de cerca de 200 mil pessoas.

À esquerda, bombardeio em Hiroshima, 6 de agosto de 1945; à direita, em Nagasaki, 9 de agosto de 1945

Depois dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, armas nucleares foram detonadas em mais de duas mil ocasiões, durante testes e demonstrações. Apenas algumas nações possuem tais armas ou são suspeitos de as terem.

Os únicos países conhecidos por terem detonado armas nucleares e que são reconhecidos por possuírem esse tipo de armamento são :  Estados Unidos, União Soviética (sucedida como uma potência nuclear pela Rússia), Reino Unido, França, República Popular da China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte.

Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) é um instrumento firmado em 1968 por uma série de nações, e em vigor desde março de 1970, e que visa impedir a proliferação da tecnologia utilizada na produção de armas nucleares, bem como realizar a promoção do desarmamento nuclear, encorajando apenas a utilização pacífica de tal tecnologia.

Mas o problema a ser enfrentado é a do desequilíbrio entre os signatários. De um lado, as grandes potências como Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China, que não por acaso são também os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e no momento em que assinaram o tratado já possuíam avançado programa nuclear, tanto pacífico quanto bélico.

O TNP permitiu que estes cinco países permanecessem com o aparato que já dispunham, comprometendo-se a não partilhar os conhecimentos tecnológicos, ou fornecer armamento a terceiros que não possuíssem a tecnologia. Do outro lado, os países que até 1967 não tivessem desenvolvido armas nucleares ficavam comprometidas a não elaborar qualquer programa nesse sentido, abrindo mão da tecnologia nuclear para fins bélicos.

Mas, porém o arranjo diplomático que se estabeleceu para que o tratado gradualmente obtivesse a aprovação de quase a unanimidade das nações do globo era de que, à medida que os não detentores de tecnologia nuclear fossem aderindo ao tratado, as grandes potências nucleares iriam abrindo mão de seu arsenal em etapas, em processo similar ao que ocorreu com as armas bacteriológicas. Claro que o acordo é mais uma tentativa de esconder o sol com a peneira.

Não estamos brincando de video game, uma arma nuclear pode acabar com milhões de seres vivos, uma forte preocupação em relação ao presente e ao futuro, cheios de medo, perseguem a preservação das espécies do planeta.

Por Miriam Rey