Após diversos dias de manifestações e protestos dos policiais do Estado do Ceará, o Presidente Bolsonaro anuncia que, as Forças Armadas e a Força Nacional poderão conter as manifestações a partir de hoje – 21 de fevereiro.

O decreto assinado pelo presidente, que é baseado na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), autoriza o exército de atuar para conter a onda de protestos do policiais militares.

Insatisfeitos com o tratamento dado pelo governador cearense Camilo Santana, grupos de PMs paralisaram as atividades e já fecharam pelo menos quatro batalhões. Os manifestantes esvaziam os pneus dos veículos para dificultar o trabalho dos policiais que não aderiram ao movimento.

Em um dos momentos mais graves da onda de protestos, o senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado ao se opor a manifestação, em Sobral, enquanto pilotava uma retroescavadeira para tentar furar um bloqueio feito por PMs.

O presidente aproveitou a medida para pressionar o Congresso a aprovar um projeto enviado pelo Executivo Federal que trata de excludente de ilicitude para agentes em ações de GLO, ou seja, uma espécie de “salvaguarda jurídica” para policiais que, porventura, matarem em serviço.

Na quinta-feira (20/2), as tropas chegaram a Fortaleza. Cerca de 300 agentes da Força Nacional e 212 policiais rodoviários federais ficarão durante 30 dias na região, liderados pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que autorizou o envio do grupo, a fim de proteger a população cearense.

Para a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, as suspeitas são de que o tumulto faça parte de um protesto maior que vem sendo realizado por policiais militares por um aumento salarial, o caso está sendo debatido na Assembleia Legislativa do Estado.

Desde 2017, por decisão do Supremo Tribunal Federal, está vedada a paralisação de servidores públicos que atuam em órgaos de segurança pública.

Na rede social o presidente Bolsonaro declarou: “ Que após o fim do período da GLO, os militares não podem ser julgados por defensores dos direitos humanos, a quem chamou de “otários”. “E, acabou a guerra, não podem, depois, ser julgados por lei da paz, onde aqueles otários ficam soltando pombinhas na Lagoa Rodrigo de Freitas, botando cruzinha na Praia de Copacabana, abraçando um monumento qualquer. Achando que, dessa maneira, o vagabundo vai se preocupar. Ele só pode é morrer de rir de vocês, desses otários, aí.”

É pois é… Mais uma declaração sem refletir, alô presidente !

Por Miriam Rey

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