Tempo meu que se mostra brincando de esconde-esconde

Entre manhãs nevadas

Cheiro de pureza branca invadindo as caminhadas lentas

De passos medrosos…

 

Inverno de suas faces

Amigo cínico

Amante alucinado da virgem imaculada neve

Que é fatal, resplandescente, bela e fria…

 

O grande artista do Cosmos

Que transforma todas as formas da natureza em esculturas geladas…

 

Congela pouco a pouco

Penetra doce, devagar, dissimulada

Corta o rosto, imobiliza as mãos

Invasora de corpos

Ar gelo enchendo o pulmão de pureza e qualidade

Mistura de beleza e poder

Sensação de um vazio eterno e feliz

Neve do meu tempo…

Por Miriam Rey

 

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