O governo peruano vai distribuir mais de 420 mil máscara às comunidades indígenas da Amazônia peruana, depois de serem registradas as primeiras mortes entre as tribos, devido ao Covid-19.

Depois de oito semanas desde o início da quarentena obrigatória, contempla também a realização de testes rápidos e distribuição de medicamentos às comunidades nativas.

Apesar de o Peru ter sido o primeiro país da América Latina a decretar a quarentena obrigatória, em 16 de março, após registar 71 casos, a pandemia covid-19 continuou a espalhar-se durante as oito semanas de confinamento, causando até ao momento quase 2.000 mortes e próximo de 70.000 infectados.

O governo implementa protocolos de atendimento em idiomas nativos e adaptados aos costumes e visões do mundo dessas comunidades.

 Também foram estabelecidas medidas para restringir o acesso às reservas dos povos indígenas em isolamento voluntário e o não contato com tribos que vivem na selva, praticamente isolados da sociedade e altamente vulneráveis ​​a qualquer agente infeccioso externo.

Para implementar estas medidas nos idiomas das comunidades nativas, o governo de Lima transferiu cinco milhões de soles (moeda peruana), o equivalente a cerca de 1,4 milhões de euros, do fundo de emergência peruano para o Ministério da Cultura.

 No Peru, existem 55 grupos étnicos indígenas, dos quais quatro habitam os Andes, e os outros 51 na Amazônia, entre os quais, duas tribos (taushiros e resígaros) em sério perigo de extinção.

O Governo do Peru reconheceu, sexta-feira passada um total de 43 indígenas infectados pelo covid-19, mas a Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Floresta Peruana (Aidesep), a maior organização indígena a nível nacional, considera que o número é muito maior.

Proteger os povos originários é uma questão de preservação da espécie.

Por Miriam Rey

 

 

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