A 73° Assembleia Mundial da Saúde, instância decisória da Organização Mundial da Saúde, aconteceu nos dias 18 e 19 de maio em Genebra, Suíça.

Este ano, devido à pandemia, a reunião foi virtual e transmitida pelo site da OMS. Na abertura o diretor-geral do órgão Tedros Adhanom, afirmou que há um longo caminho a percorrer em relação ao Covid-19.

Após a fala do diretor Tedros, Keva Bain, representante permanente das Bahamas nas Nações Unidas, foi eleita para presidir a 73° Assembléia e representantes dos estados-membro puderam se pronunciar.

Representando o Brasil, o Ministro Interino da Saúde, o general Eduardo Pazzuelo, disse em sua declaração, em inglês, que a disseminação do coronavírus trouxe grande desafios para o mundo inteiro e ressaltou a importância da saúde universal para o desenvolvimento e segurança das nações.

O ministro afirmou que no Brasil organizaram-se duas macroestruturas para o combate ao Covid-19. Uma delas é o Comitê de Crises, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, e a segunda consiste no Comitê de Operações de Emergência, coordenado pelo Ministério da Saúde.

General Eduardo Pazzuelo

"O primeiro tem a missão de propor, acompanhar e articular medidas intersetoriais, e o segundo tem a missão de definir estratégias e ações do sistema de saúde, relacionadas às respostas da emergência de saúde pública para fazer frente ao coronavírus", disse o general. Ele iniciou sua fala prestando solidariedade às famílias que perderam entes queridos pelo coronavírus em todo o mundo, especialmente no Brasil.

O ministro interino manifestou a disposição do Brasil em apoiar e participar das iniciativas e cooperações internacionais para diagnósticos, vacinas e tratamento da pandemia. Afirmou que o Brasil tem um território continental e, por isso, as ações estão sendo pensadas para cada região. Neste momento o foco está voltado para as regiões norte e nordeste do país.

Declarou ainda que o governo federal conduz avaliações diárias da situação de risco em cada localidade, redirecionando os recursos necessários – financeiros, materiais e pessoais – para combater os efeitos da pandemia.

O ministro agradeceu os esforços dos milhares de profissionais da área da saúde, que corajosamente agem para salvar vidas.

Parece que o discurso mudou… Enquanto isso, hoje temos 16 mil mortos.

Delegações dos 194 países membros participam desta Assembleia para avaliar e recomendar, mas cabe a cada governo determinar as repostas e ações.

Tudo passa, esperando que o “passar” não deixe milhares de mortos na estrada.

Por Miriam Rey

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