Vea aquí los resultados oficiales


Candidatos de Bolsonaro son derrotados en las principales ciudades brasileñas

Los resultados electorales de las principales ciudades brasileñas muestran la derrota de los candidatos apoyados por el presidente Jair Bolsonaro, favoreciendo a los aspirantes del centro y la derecha moderada.

De acuerdo a los resultados publicados por el Tribunal Superior Electoral, en Sao Paulo, la urbe con más electores del país, con casi 9 millones, tomó ventaja el actual alcalde, Bruno Covas delPartido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), con cerca de un tercio de los votos 32.8 por ciento.

Sin embargo, Covas tendrá que medirse en la segunda vuelta del 29 de noviembre con el izquierdista y excandidato presidencial Guilherme Boulos al acabar segundo con el 20.2 por ciento.

El aspirante apoyado por Bolsonaro, el conservador Celso Russomanno, terminó en el cuarto lugar, con poco más del 10 por ciento de los votos.

En Río de Janeiro, la segunda urbe de Brasil, el centro-derechista Eduardo Paes acabó primero con casi un 40 por ciento que se medirá en segunda vuelta con el actual alcalde, el ultraconservador y líder evangélico Marcelo Crivella, respaldado por Bolsonaro con un 21.9 por ciento de los sufragios.

Los resultados en Belo Horizonte, la tercera ciudad con más votantes, el actual edil Alexandre Kalil obtuvo más del 50 por ciento de los votos dejando fuera de la carrera al aspirante”bolsonarista” Bruno Engler, que se quedó en torno al diez por ciento.

Recife, una de las capitales del Nordeste de Brasil, dirimirán la alcaldía entre Joao Campos, del Partido Socialista Brasileño (PSB), y su prima Marilia Arraes, representante del Partido de los Trabajadores.

La jefa policial Patricia Domingos, apoyada por Bolsonaro, terminó en cuarto lugar con menos de un 15 por ciento de las papeletas.

En la ciudad de Belém (capital de Pará), considerada la ciudad más grande del norte del país, con el 98.65 por ciento escrutado, el candidato por el Partido Socialismo y Libertad (Psol) Edmilson Rodrigues obtiene 34.24 por ciento de los sufragios, superando al candidato de Patria, Delegado Eguchi quien tiene 23.06 puntos porcentuales.

En Manaos, la capital del estado de Amazonas, los exgobernadores Amazonino Mendes y David Almeida se medirán en la segunda vuelta electoral. El coronel Menezes, respaldado por Bolsonaro, obtuvo poco más del 10 por ciento quedando fuera de la carrera por la alcaldía.

La ciudad de Fortaleza dio una pequeña satisfacción a Bolsonaro, pues el candidato al que respaldó, Wagner Sousa Gomes, conocido como “el capitán Wagner”, disputará la segunda vuelta con un aspirante del centro-izquierda.

Tras darse a conocer los primeros resultados electorales que marcaron la derrota de sus candidatos, Bolsonaro eliminó de sus redes sociales un post de días anteriores en el que pedía a sus simpatizantes que votaran a diversos candidatos en las ciudades del país, entre ellos Crivella y Russomanno.

En Río de Janeiro Monica Benício, viuda de la asesinada concejala del Partido Socialismo y Libertad (PSOL) y defensora de los derechos humanos Marielle Franco, salió elegida regidora en las elecciones municipales.

Según el TSE, Benício obtuvo 22.916 votos con el 99.9 por ciento de mesas escrutadas que le aseguran un escaño en la Cámara Municipal del estado más turístico del país.

En las elecciones de este domingo casi 148 millones de brasileños votaron para elegir a sus alcaldes y concejales por un periodo de cuatro años.

A pesar del carácter local, estos comicios municipales pueden interpretarse también como un termómetro de lo que serán las elecciones presidenciales de 2022.

Telesur


Brasil tem 7 capitais com prefeitos eleitos; 18 terão segundo turno

Após a definição dos dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), constatou-se que 18 capitais brasileiras terão segundo turno nas eleições 2020. Já outras sete definiram a disputa neste domingo (15).

Em Macapá (AP), a eleição foi suspensa pela Justiça Eleitoral em razão dos problemas ocorridos na cidade devido ao apagão que atingiu vários municíios do Estado.

As cidades nas quais os eleitores voltarão às urnas no dia 29 de novembro, data marcada para a realização do segundo turno, são as seguintes: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceio (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Já os municípios que finalizaram o pleito em primeiro turno são os seguintes: Belo Horizonte (MG), onde o prefeito Alexandre Kalil (PSD) foi reeleito; Campo Grande (MS), com a reeleição de Marquinhos Trad (PSD); Curitiba (PR), onde Rafael Greca (DEM) assumirá o segundo mandato; Palmas (TO), que reelegeu a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), mas a cidade não poderia ter 2º turno por ter menos de 200 mil habitantes; Natal (RN), que teve a reeleição de Álvaro Dias (PSDB); Florianópolis (SC), com Gean Loureiro (DEM); e Salvador (BA), que elegeu Bruno Reis (DEM).

R7


Bolsonaro minimiza fiasco, cutuca Doria e aponta “histórica derrota” da esquerda nas eleições

O presidente Jair Bolsonaro usou o “Twitter” no fim da noite deste domingo (15) para alfinetar o governador de São Paulo, João Doria, e apontar “uma histórica derrota da esquerda” nas eleições municipais. E, diante do fiasco de candidatos apoiados por ele, apontou que sua ajuda “a alguns poucos” deles resumiu-se a quatro lives em redes sociais, que duraram três horas.

“A esquerda sofreu uma histórica derrota nessas eleições, numa clara sinalização de que a onda conservadora chegou em 2018 para ficar”, escreveu.

“Para 2022 a certeza de que, nas urnas, consolidaremos nossa democracia com um sistema eleitoral aperfeiçoado. DEUS, PÁTRIA e FAMÍLIA.”

O tuíte sobre a esquerda, foi precedido de outro, afirmando que “há quatro anos Geraldo Alkmin elegeu João Doria prefeito de São Paulo no primeiro turno”.

“Dois anos depois, Alckmin obteve apenas 4,7% dos votos na disputa presidencial”, prosseguiu. “Minha ajuda a alguns poucos candidatos a prefeito resumiu-se a 4 lives num total de 3 horas.”

Bolsonaro vê Doria como um potencial rival na disputa pelo Palácio do Planalto em 2022. Em São Paulo, o candidato apoiado pelo governador, Bruno Covas (PSDB), disputará o segundo turno da eleição contra o esquerdista Guilherme Boulos (Psol).

Apadrinhado por Bolsonaro, o deputado federal Celso Russomano (Republicanos) amargou um quarto lugar, no que se configurou um fiasco para o presidente no principal colégio eleitoral do país. O presidente ignorou esse fiasco em suas postagens.

Bolsonaro usou a última semana para fazer uma série de lives em suas redes sociais para anunciar apoio a candidatos a prefeito e vereador em todo o país. Em alguns casos, conseguiu desagradar aliados importantes, como o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), ao anunciar apoio a Delegada Patricia (Podemos), que terminou em quarto lugar. Bezerra apoiava Mendonça Filho (DEM), que ficou em terceiro lugar.

Ali, o segundo turno será disputado entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT).

Valor


Bruno Covas (PSDB) disputa 2º turno com Guilherme Boulos (Psol) em São Paulo

O 2º turno das eleições para prefeito de São Paulo será disputado entre os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (Psol).

Com 99,67% dos votos apurados neste domingo (15.nov.2020), Covas teve 32,85% dos votos válidos (1.747.938). Boulos recebeu 20,24% (1.077.168).

Eis os resultados:

Márcio França (PSB) ficou em 3º lugar, com 13,65%. Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, Celso Russomanno (Republicanos) derreteu na campanha e ficou em 4º lugar, com 10,5%.

Em seguida está Arthur do Val, o Mamãe Falei (Patriota), com 9,78%.

O PT, que já governou a cidade por diversos mandatos, não conseguiu emplacar seu candidato no campo da esquerda. O petista Jilmar Tatto obteve 8,65% dos votos. O votos tradicionais do partido migraram para Boulos.

Ex-bolsonarista, Joice Hasselmann (PSL) teve menos votos para prefeita do que como deputada federal na cidade de São Paulo. Em 2018, dizendo que seria uma “Bolsonaro de saias”, obteve 289 mil na capital (1.078.666 votos em todo o Estado). Agora, registrou 3 vezes menos votos: 97.995 (1,84%).

São Paulo é a maior capital do país. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a cidade conta com 9 milhões de eleitores, o que representa 6% do eleitorado brasileiro. A abstenção foi alta. O percentual passou de 21,8% em 2016 para 29,2% em 2020.

HISTÓRICO

Covas é o atual prefeito de São Paulo. Na última eleição ele disputou como vice-prefeito na chapa de João Doria. Os 2 são do PSDB. Covas passou a ocupar o comando da cidade depois de Doria deixar a prefeitura em 3 em abril de 2018, tendo permanecido 1 ano e 3 meses à frente do cargo. Saiu para disputar o governo do Estado de São Paulo e venceu o pleito.

Embora seja membro do grupo político do governador, Covas escondeu Doria da campanha. Desde o início, tentou mostrar a diferença que havia entre os 2. Sua campanha foi pautada na luta dele contra o câncer e no enfrentamento da pandemia de covid-19.

Boulos mirou a periferia durante a campanha para o 1º turno. Também cresceu entre os eleitores com maior renda. Conquistou a preferência entre os eleitores com ensino superior e jovens, com renda familiar maior do que 5 salários mínimos.

Para o PSDB, Boulos é o candidato ideal para uma disputa em 2º turno o candidato. O candidato do Psol, de esquerda, pode afastar o eleitor mais conservador para o campo do tucano. Por outro lado, o pessolista pode angariar votos do PT. O ex-presidente Lula já cogitava a possibilidade de o líder do MTST ser apoiado pelo partido. O 2º turno é em duas semanas, em 29 de novembro.

PESQUISAS

As pesquisas eleitorais estimavam que Covas chegaria ao 2º turno das eleições. A última pesquisa Datafolha mostrava o atual prefeito de São Paulo isolado dos outros candidatos. O Tucano foi de 28% para 32% na última sondagem.

Até sábado, 2º vaga para o próximo turno ainda estava indefinida entre Boulos, Russomano e França. Os 3 apareciam com empate técnico nas pesquisas eleitorais. Boulos passou de 14% para 16%, enquanto Russomanno foi de 16% para 14%, e França de 13% para 12%.

ELEIÇÕES DE 2016

Não houve 2ª turno na última eleição para escolher prefeito e vereadores na capital paulista. Doria foi o 1º prefeito da cidade a ser eleito em 1º turno desde 1992, quando as eleições passaram a ter 2 turnos. Venceu o então prefeito Fernando Haddad (PT), que concorria à reeleição.

O 2º turno só é possível em 95 municípios: as 25 capitais e 70 municípios com mais de 200 mil eleitores. Isso ocorre quando nenhum dos candidatos a prefeito obtém, pelo menos, 50% dos votos válidos. Não há 2º turno na capital de Tocantins (Palmas), porque lá há 179 mil votantes.

OS CANDIDATOS

Abaixo, leia sobre os candidatos à prefeitura em ordem alfabética:

Andrea Matarazzo (PSD)– é administrador, tem 63 anos e ensino superior completo. Matarazzo declarou R$ R$1,4 milhão em bens;

Antônio Carlos (PCO) – é professor de ensino médio, tem 58 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$ 50 mil em bens;

Arthur Do Val (Patriota)– atualmente deputado, tem 34 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$ 408,6 mil em bens;

Bruno Covas (PSDB) – busca a reeleição ao cargo de prefeito, tem 40 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$ 104,9 mil em bens;

Celso Russomanno (Republicanos) – é jornalista e deputado federal, tem 64 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$ 1,7 milhão em bens;

Guilherme Boulos (Psol) – é professor de ensino superior, tem 38 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$ 15,9 mil em bens;

Jilmar Tatto (PT) – político tradicional da cidade, declarou sua ocupação como “outros”, tem 55 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$ 126,1 mil em bens;

Joice Hasselmann (PSL) – é jornalista e deputada federal, tem 42 anos e ensino superior completo. Ela declarou R$ 186,9 mil em bens;

Levy Fidelix (PRTB) – é jornalista e presidente do partido, tem 68 anos e ensino superior completo. Ele declarou patrimônio de R$ 954,5 mil;

Márcio França (PSB)- ex-vice-governador do Estado, tem 57 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$272,8 mil em bens;

Marina Helou (Rede) – atualmente deputada, tem 33 anos e ensino superior completo. Ela declarou R$ 2,2 milhões em bens;

Orlando Silva (PCdoB) – é deputado federal, tem 49 anos e ensino superior incompleto. Ele declarou R$ 738,3 mil em bens;

Vera (PSTU) – é socióloga, tem 53 anos e ensino superior completo. Ela declarou R$ 20 mil em bens.

Poder 360

¿Qué está en juego en las elecciones municipales de Brasil este domingo (15)?

Brasil se prepara para sus primeras elecciones después de la victoria de Jair Bolsonaro en 2018.

Este domingo 15 de noviembre más de 147,9 millones de brasileños podrán elegir alcaldes y concejales en 5.568 municipios.

Las elecciones municipales, originalmente programadas para octubre, se pospusieron debido a la pandemia de coronavirus. El cambio de calendario fue aprobado por el Congreso Nacional en julio de este año.

La crisis sanitaria del covid-19 en el país, lejos de estar bajo control, es uno de los factores que podría llevar a una mayor abstención en las elecciones de este domingo, aunque el voto sea obligatorio para todos los brasileños mayores de 18 años. En las elecciones presidenciales de 2018, más del 20% del electorado no acudió a votar.

A continuación se presenta un breve resumen de la disputa electoral, marcada también por la disminución del poder de influencia de Bolsonaro y la fragmentación de la izquierda en algunas de las principales capitales del país.

Fuerzas políticas

En las elecciones municipales de este domingo (15), son tres las grandes fuerzas políticas que se enfrentarán.

El bolsonarismo, compuesto por fuerzas políticas diversas pero vinculadas al apoyo del gobierno de Bolsonaro y alineado con un proyecto político de extrema derecha, pretende establecerse en el escenario político municipal, ya que es una expresión muy reciente en el país, para consolidar una base electoral que abrirá paso para la reelección del actual mandatario en 2022.

El campo progresista, formado por fuerzas políticas heterogéneas, se encuentra fragmentado, a pesar de las sucesivas derrotas tras el golpe contra Dilma Rousseff en 2016.

El partido político del ex presidente Lula da Silva busca mantener su posición hegemónica en el campo de las fuerzas progresistas, pero sin presentar candidaturas competitivas en las capitales. De las 9 capitales en las que el campo progresista está disputando la segunda ronda en este momento, sólo dos estarán encabezadas por el Partido de los Trabajadores.

En algunas capitales, el PSOL (Partido Socialismo y Libertad) busca consolidarse como una alternativa a la hegemonía del PT. En Belém, capital de Pará, Edmilson Rodrigues, representante de la sigla, lidera las encuestas de intención de voto, con el 38%.

En São Paulo, el candidato por este partido de izquierda, Guilherme Boulos, está técnicamente empatado en segundo lugar con el candidato apoyado por Bolsonaro, Celso Russomano, con un 13 y un 12 por ciento de intención de voto, respectivamente.

En la capital, el actual alcalde Bruno Covas (PSDB) lidera la carrera con el 32% de los votos, según la encuesta de Ibope divulgada el pasado lunes (09).

En Recife, capital de Pernambuco, en el noreste de Brasil, el progresismo llega a las urnas fragmentado en dos coaliciones. Los candidatos y primos João Campos (PSB) y Marília Arraes (PT) disputan la alcaldía y el legado familiar y de la izquierda en la región.

En Porto Alegre, capital del estado de Rio Grande do Sul, hay una posibilidad real de victoria para el campo progresista, con Manuela D’Ávila (PCdoB) liderando las encuestas. D’Ávila fue candidata a la vicepresidencia en la coalición con Fernando Haddad (PT) en las elecciones presidenciales de 2018.

Por su vez, la derecha tradicional, que reúne a las fuerzas políticas que pretenden ser una tercera vía entre las fuerzas anteriores, busca reposicionarse en la política brasileña después de la profunda derrota que sufrió en 2018, cuando fue reemplazada por el bolsonarismo. Estas fuerzas pretenden conformar un polo político que se presente como una alternativa para la contienda presidencial de 2022.

Influencia de Bolsonaro

Protagonista y principal impulsor de la extrema derecha en Brasil durante las elecciones de 2018, el presidente Jair Bolsonaro ve su influencia disminuir drásticamente en las elecciones municipales de este año.

El mandatario, sin partido político desde su salida del PSL en noviembre de 2019, tuvo poca influencia en la construcción de alianzas en los municipios brasileños.

En las principales capitales del país, los candidatos apoyados por Bolsonaro, más o menos explícitamente, oscilan en las encuestas electorales. Entre los candidatos seguidores de Bolsonaro está Celso Russomanno (Republicanos), candidato a alcalde de São Paulo.

Sin embargo, es posible que la influencia del Bolsonaro lleve a un aumento de la extrema derecha en los concejos. El bolsonarismo tiende a formar un ejército de concejales, reverberando la ideología neofascista en los lugares más remotos del país, según el análisis de Lucio Centeno, de la Consulta Popular.

Números 

Los hombres representan más de dos tercios de las candidaturas a las alcaldías y concejos del país (66,90% de los hombres y 33,10% de las mujeres), según el estudio Panorama de las elecciones municipales – El mapa de las candidaturas 2020.

Aunque las mujeres sean más del 52% del electorado en Brasil, de las 317 candidaturas a las alcaldías de 26 capitales de estados brasileños en 2020, apenas 59, o 23%, serán lideradas por ellas.

El escenario no es muy diferente en relación con el número de candidatos negros, aunque más del 56% de su población se declare negra. Un levantamiento hecho por Brasil de Fato señala que entre los postulantes a las alcaldías, 208 son blancos (65,61%), 107 negros (33,75%) y 2 indígenas (0,6%).

Apenas 20 mujeres negras disputarán las alcaldías de las 26 capitales brasileñas en 2020. Con relación al número total de candidatos (317) son 6,3%. Comparado con el número de candidaturas de negros (107), ellas representan apenas 18,6%.

Para la escritora y periodista Bianca Santana, las cifras son “terribles” y evidencian “la posición que las mujeres negras ocupan dentro de los partidos”.

“Es una reafirmación del racismo y del sexismo de esa política institucional blanca y heteropatriarcal que tengamos poco más de 6% de mujeres negras candidatas a alcaldesas de las capitales, cuando somos cerca de 25% de la población”, afirma.

Pandemia

En la primera ronda de las elecciones municipales, que se celebrará este domingo (15), el uso de mascarilla será obligatorio. El horario será extendido, de 7h a 17h (hora local) para distribuir el flujo y evitar aglomeraciones. Las colas deben tener al menos un metro de distancia entre las personas.

El Tribunal Superior Electoral (TSE) también determinó que el horario de 7 a 10 de la mañana será preferencial para las personas mayores de 60 años, uno de los grupos de riesgo de la covid-19.

La Constitución brasileña establece que debe haber una segunda vuelta para la elección del alcalde cuando ninguno de los candidatos obtenga más de la mitad de los votos válidos en la primera vuelta. La segunda ronda está prevista para el 29 de noviembre.

Los resultados de la primera vuelta se darán a conocer unas horas después de la finalización de la votación, ya que el país cuenta con un sistema electoral 100% electrónico desde las elecciones municipales de 1996.

Brasil de Fato


Elecciones municipales en Brasil, trampolín para no bolsonaristas ni lulistas en 2022

Por Pablo Giuliano

Las elecciones municipales del domingo en Brasil pondrán a prueba gestiones locales pero también la fuerza de los dirigentes que quieren posicionarse en la línea de largada para las presidenciales de 2022, con favoritismo para quienes no se encuentran encolumnados detrás del presidente Jair Bolsonaro o del exmandatario Luiz Inácio Lula da Silva.

“Se espera un crecimiento de la centroderecha tradicional y de una nueva coalición de centroizquierda”, dijo a Télam el cientista político Vinicius Rodrigues Vieira, profesor de Relaciones Internacionales de la Fundación Armando Alvares Penteado (FAAP).

Al contrario de otros países, las municipales en Brasil no son elecciones de medio término, porque no son legislativas ni funcionan como referéndum, aunque si hay víctimas: la primera es el Presidente, que se juega por alcaldes que no pueden elegirse.

Un punto a tener en cuenta es el poder que tiene por ejemplo el grupo mediático Globo, el más grande del país, para dar señales del poder económico desde ahora para 2022: se puso hacer campaña para buscar el “Joe Biden brasileño”, así como en 2018 sus editorialistas rezaban por un “Emannuele Macron brasileño”, pariendo a Bolsonaro.

Los nombres

Entre los nombres que pueden surgir después de las elecciones municipales del domingo están el gobernador de Sao Paulo, Joao Doria, del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), el laborista y exministro Ciro Gomes, el comunista Flavio Dino, gobernador del estado de Maranhao, y sobre todo una proyección nacional del Demócratas.

Heredero del Partido Frente Liberal, que apoyó a la dictadura militar, Demócratas tiene un sector bolsonarista, pero podrá pisar fuerte en caso de vencer como se espera, Eduardo Paes en Río de Janeiro y Bruno Reis en Salvador.

Están dentro de los Demócratas hombres de peso institucional como el jefe de Diputados, Rodrigo Maia, que promocionan la candidatura del animador televisivo de Tv Globo y magnate ultraliberal Luciano Huck.

Huck en 2018 llamó a votar a Bolsonaro a los jóvenes ultraliberales por sobre el docente Fernando Haddad. También de Demócratas, el exministro de Salud Luiz Henrique Mandetta, un bolsonarista arrepentido, tiene tickets para construir en 2022.

En esa misma línea Demócratas tiene en Salvador, capital de Bahía, estado gobernado por el PT, una de sus fortalezas, con Antonio Carlos Magalhaes Neto como intendente, que deberá fácilmente elegir a su vice Bruno Reis como su sucesor.

En Río de Janeiro, el exalcalde Eduardo Paes, que era del Movimiento de la Democracia Brasileña de los encarcelados exgobernadores Luiz Pezao y Sergio Cabral podrá posicionar aún más a Demócratas, en caso de derrotar al pastor Marcelo Crivella, alcalde bolsonarista de la ciudad maravillosa.

En San Pablo Doria, Gobernador que apoyó a Bolsonaro en 2018 y ahora se pasó a la oposición con la pandemia, debe mantener el control del ala derecha del PSDB del expresidente Fernando Henrique Cardoso y posicionarse para 2022 con la agenda menos estatista de todas.

El exjuez y exministro de Justicia bolsonarista Sérgio Moro aparece también como opción para 2022 y ha mantenido diálogos con Huck. Sin partido, Moro cuenta con aliados de la política de la extrema derecha no bolsonarista.

Para el profesor Vieira, las elecciones de 2020 provocarán el retorno a la política tradicional teniendo en cuenta el zenith del momento ‘antipolítica’ que representó en 2018 Bolsonaro, tras los escándalos de corrupción que cruzó a todos los partidos políticos.

En ese marco, según Vieira la figura de Gomes aparece para ocupar el liderazgo de la centroizquierda compitiendo con el inhabilitado Lula.

Para eso Gomes trazó una alianza entre su fuerza, el Partido Democrático Laborista (PDT) con el Partido Socialista Brasileño (PSB), que gobierna Pernambuco, Paraíba y Espirito Santo. En Río la comisaria Martha Rocha, del PDT, tiene chances en las encuestas para un balotaje contra Paes mientras que en San Pablo el conservador Marcio França está en cuarto lugar, aunque con chances en las encuestas.

“Esta centroizquierda debería ser la que se construya sin el PT para 2022”, dijo el cientista político a Télam.

Aparecen candidatos de Lula y Gomes enfrentados en Fortaleza y Recife.

En ese marco, la performance de Guilherme Boulos, del Partido Socialismo y Libertad (PSOL), en San Pablo, que puede ir a la segunda vuelta, lo calificará como “el Bernie Sanders brasileño”, con proyección nacional y una opción renovada a la izquierda alineada con el PT, según Veira.

Ciro Gomes, tercero en la elección de 2018, se fue a Paris para evitar hacer campaña para Haddad y se presentó la semana pasada ante Biden con una carta en la que afirma que será un candidato en el 2022 con valores parecidos a los que los demócratas enfrentaron a Trump.

Lula, que conserva un cuarto del electorado, está inhabilitado por haber sido condenado por Moro en 2018 y su legado, por el momento, es incierto, así como el futuro del PT si no hace alianzas.

Su candidato Jilmar Tatto está quinto con 4% en las encuestas en San Pablo y en Río la candidata del PT Bendita da Silva marcha cuarta, pero en el pelotón que disputa el balotaje.

De todos modos, se espera que el PT salga del pozo de su peor performance histórica, la de 2016, año de destitución de Dilma Rousseff.

Un punto clave para la izquierda será la ciudad de Porto Alegre, donde lidera la excandidada a vicepresidente Manuela Dávila, del Partido Comunista do Brasil, cuyo mayor líder es el jurista y gobernador de Maranhao, Flavio Dino.

Movimientista, Dino acepta un frente con la derecha moderada para derrotar a Bolsonaro en 2022 y es considerado por todos como un nombre en alguna fórmula presidencial.

Un punto clave para la izquierda será la ciudad de Porto Alegre, donde lidera la excandidada a vicepresidente Manuela Dávila, del Partido Comunista do Brasil

Defensor de Lula pero crítico a la hegemonía que el PT tiene de la izquierda, Dino puede definir el rumbo en caso de que acepte ser el vice de Ciro Gomes.

Y en ese escenario no se puede obviar al gran fenómeno outsider de las municipales que es el expresidente de Atlético Mineiro Alexandre Kalil, quien puede ser reelecto en primera vuelta con el 65% de los votos en Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

La ensalada de siglas con los 30 partidos que tiene Brasil forma parte también de las alianzas de ocasión, con bolsonaristas y lulistas aliados en 100 municipios pequeños y la unión por ejemplo del PT con las fuerzas que apoyaron el impeachment contra Dilma Rousseff.

Nada es líneal en al micropolítica de Brasil. Tampoco en la macro.

Télam