Regime de racionamento não só de energia elétrica, mas também de água, estão entre as medidas a serem tomadas que estão sendo estudadas pelo governo Bolsonaro

O Brasil atravessa uma severa crise hídrica que pode afetar em cheio as hidrelétricas e fazer o país passar por “apagões” de energia. Segundo o Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o déficit de precipitação (chuvas) entre setembro de 2020 e maio de 2021 foi o pior em 91 anos.

Temendo que a situação se agrave, o governo Bolsonaro, segundo jornal Valor, já estaria pensando em um comitê de crise que trabalha com inúmeras hipóteses, entre elas o racionamento de energia elétrica e até mesmo de fornecimento de água. Nem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e nem o CMSE divulgaram, ainda, qual será o plano de ação.

Segundo interlocutores ouvidos pelo jornal Valor, o governo já saberia do problema há algum tempo e que já poderia ter agido, mas não o fez. Até mesmo o Tribunal de Contas da União (TCU) já está acompanhando de perto a crise. O ministro Benjamin Zymler determinou que a Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura em Energia Elétrica (Seinfraelétrica) monitore o risco de apagões.

De acordo com o jornal Estadão, o governo deve emitir nesta sexta-feira (28) um alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro em cinco estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Trata-se do primeiro alerta do tipo emitido em 111 anos de monitoramento meteorológico no país.

Em meio a essa crise, a Câmara dos Deputados aprovou, na última semana, uma Medida Provisória do governo que abre caminho para a privatização da Eletrobras, o que deve culminar no aumento da tarifa de energia elétrica para os consumidores.

Por Ivan Longo