Escrever um editorial nunca é uma coisa fácil, sobretudo quando ele está atrasado. Mais cedo ou mais tarde ele deverá sair da cama.

Ele não tem o direito de estar doente e nem de licença paternidade, além disso como apontou Genève, nada de infantilidade em nosso município. Nós podemos reinvidicar de pertencer a uma cidade moderna e pensar que as mulheres são feitas para ficarem em casa mudando o bebê e que os homens são destinados a ficar com os pés em cima da mesa que se troca as fraldas .

E uma cabeça de editorial que se acorda despenteada, em camiseta, com a barba mal feita e que coça o saco, isso não é muito brilhante. Um cinzeiro cheio, um hálito de velhos cigarros frios, tipo… Refleti toda a noite sobre escrever o editorial que fára efeito a falta de efeito da publicação. Uma coisa impressionante, um conceito novo, um ideia brilhante, como o farol que ilumina o mundo, um prêmio de todos os prêmios Nobel reunidos, um editorial que se redefini e que se transforme em.. finito. Um finito ou um editorial no final do jornal. A classe superior mundial do mundo internacional.

O problema é que o editorial seja cedo e que o finito seja tarde, de toda maneira, tem que ser escrito. Alguns têm o editorial fácil. Fulano, me escreve um curto resumo dos grandes artigos, assina e ele já estará embalado e pesado. Boa introdução do conteúdo do jornal, às vezes, um pequeno comentário pessoal, estilo : bonjour amigos leitores e no final, boa leitura, que aparecerá antes do nome do editorial em negrito… Com o finito é justamente o inverso. Uma boa síntese do conteúdo do jornal, um adeus amigos leitores e um obrigado por vossa leitura, como toque pessoal.

Outros têm a alma de editorial, eles pensam no mundo em algumas linhas, seus problemas e suas soluções, buscando a quinta-essência, uma bloco de merda ou uma lesma que se arrasta em uma praia branca encerada. Alguns matam os artigos em suspense, outros confundem espírito e orgulho, inteligência do propósito e fofocas da sarjeta. Francamente, eu não me importo com os editoriais dos outros, enfim não, eu sou caritativo. Há editoriais sensacionais, os do Hebdolatino, por exemplo e por pura sorte, não acreditem. A verdade é que, às vezes, são um pouco longos (pior para o meu aumento prometido para 2035) mas eles são top. E, em seguida, eles não matam a leitura dos artigos do jornal, fazendo com que o jornal guarde seu mistério e que se descubra na medida em que se lê, as diferentes matérias.

Dito de outra forma, no Hebdolatino somos pessoas pouco sérias mas que trabalham e escrevem seriamente, exceto eu, claro ! Salvei o meu aumento de 2035 ! Mas qual é maneira de escrever um editorial ? Com humor negro, cansado de ouvir falar da carne Halal ao purê de muslims, o humor grave da Siria, entre os sirianos mortos e os exilados, só sobrarão os combatentes, não pela paz mas pela causa ! Na urna de muitos votos, no próximo 28 de fevereiro, nós voltaremos a falar. No desgaste dos grandes financistas internacionais que gestionam e hipotecam nossas vidas por várias gerações futuras. A união dos povos escravizados para que finalmente, possam romper as correntes. A natureza dolorida ? A ti ? A mim ? A San Valentin !

Jean Yves Le Garrec

Traduzido do francês: Miriam Rey