A janela entreaberta me mostrava uma estrela,
entre todas as outras, ela era a mais brilhante.

No céu do meu desejo vi as cores do espírito,
ele tinha o olhar perdido nas horas da tristeza
e a aura iluminada de quem nada quer…

Me guiou na noite do tempo.
O passado coloriu os segundos presentes.

O Mestre da Sabedoria era pura humildade
leveza e compreensão.

Respirei profundo…

O toque da compaixão fez do meu olhar
o «Outro »,
das minhas palavras, ações.

A troca expandiu-se em leves susurros de gratidão.

Resolvi abrir totalmente a minha janela…

A luz tomou conta de tudo o que eu sou,
de tudo que eu não sou.

De todos os acertos e erros,
das tentativas que falharam
e das outras que nem tentei…

Senti a presença invisível,
repeti três vezes o mesmo pensamento,
paz, amor, ajuda mútua.

Ele sorriu com seu sorriso de luz
e se foi.
Deixando no ar a mensagem…

Dentro de todos nós estão
todas as respostas.

Basta abrir a janela da alma e
escutar a voz tímida, quase muda
do inconsciente.

O Natal chegou pela estrela brilhante do entendimento da
minha evolução…

O meu caminho sou eu que traço mas o meu destino
é guiado pelo grande espírito da vida !

Por
Miriam Rey