O ex-presidente da Bolívia Evo Morales está morando no México que o asilou depois da sua demissão como líder máximo da nação boliviana.

Por causa das supeitas de fraudes na última eleição de 20 de outubro de 2019, levantadas pela oposição e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), Evo Morales diz « Adeus » ao povo boliviano, junto com ele todos os possíveis substitutos do Presidente previstos na Constituição também renunciaram aos cargos.

« Estou renunciando para que as minhas irmãs e irmãos, dirigentes e autoridades do Movimento para o Socialismo [MAS], não sejam castigados, perseguidos, ameaçados”, declarou Evo.

Pressionado pelos militares, Evo, o presidente que esteve mais tempo no poder, não teve outra saída a não ser renunciar ao cargo, deixando para trás um país que está sofrendo violências e mortes.

O ex-presidente declarou que está disposto a voltar se o povo da Bolívia solicitar e que voltaria para pacificar a nação.

Ele reiterou o apelo a um diálogo nacional, no qual poderiam participar países amigos em uma espécie de mediação entre as forças políticas.

Pediu aos organismos internacionais como a ONU e ao Papa Francisco, para acompanhar o diálogo e pacificar a Bolívia.

A violência já deixou 10 mortos e centenas de feridos. Evo condenou a atitude de Donald Trump de reconhecer o governo de fato e autoproclamado pela direita, liderado pela presidente interina Jeanine Añez.

Jeanine Añez

Depois do aumento da violência nessa última semana, as forças armadas concordaram em apoiar a polícia para acabar com os atos de vandalismos, principalmente na cidades de La Paz e El Alto.

Evo, declarou que, o golpe de estado que está provocando mortes em série, é uma conspiração política e econômica dos EUA, e, que dentro e fora do seu país, as pessoas não aceitam que a Bolívia seja anticolonialista e anti-imperealista.

No primeiro discurso da presidente interina Áñez, ela reforçou a convicção que não houve golpe político na Bolívia e afirmou que irá convocar novas eleições, pede transição pacífica e democrática e ressaltou que seu mandato é provisório. A sua intenção é derrubar a decisão que permite ao ex presidente Evo a participar das eleições em 2020.

Nesta quarta-feira 13.11, registraram-se confrontos no centro de La Paz entre os apoiadores de Evo Morales e a polícia, no primeiro dia de mandato da nova presidente.

Quanto sangue ainda vai rolar ?

« Voltaremos mais cedo ou mais tarde » – Evo Morales

Por Miriam Rey