A verosimilhança, um dos pilares de Aristóteles que confere ao texto a veracidade da informação, ficou no passado… Aristóteles deve estar se remoendo no túmulo, os novos tempos estão preenchidos com frases, apelos e informações falsas.

Muitos políticos usaram fake news, dentro das suas linhas de tempo. O político alemão Joseph Goebbels, já dizia : « Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade ». De uma fidelidade extrema ao Hitler, Goebbels conseguiu fazer da propaganda uma verdadeira técnica mentirosa que convenceu os alemães.

« A propaganda de Goebbels é uma das nossas armas de guerra, a mais eficaz » – declarava Hitler. Enquanto isso… A segunda guerra mundial matava 85 milhões de pessoas.

O século mudou, estamos no XXI depois de Cristo, porém, as falsas informações só mudaram de formato, hoje, a tecnologia alcança bilhões de pessoas, locais e ideias. As mentiras ganham espaço e se propagam em todos os cantos do planeta.

As pessoas divulgam fake news para se autopromover com “likes”, ou, representam ideologias não racionalizadas, seguindo uma espécie de ignorância coletiva. Sendo esse povo, alvo perfeito das tendências políticas e de comportamento induzido.

As redes sociais são as maiores divulgadores das tais « fake news ». A chance de uma notícia ser falsa é de 70% maior, devido ao forte apelo sensacionalista. Segundo Reuters Institute New Report, os doze países que mais divulgam fake news são :

Turquia – 49%

México – 43% 

Brasil – 35%

EUA – 31% 

Coreia do Sul – 30%

Espanha – 29%

Austrália – 25%

Canadá – 19% 

Japão – 17% 

França – 16%

Reino Unido – 15%

Alemanha – 9%.

Ainda nas pesquisas : Em 2013 – 47% dos brasileiros usavam como única fonte de informação as redes sociais. Em 2016 – 72%.

Muito fácil balançar notícias mentirosas e influenciar opiniões de massa.

Nas eleições americanas de 2016 e nas eleições brasileiras de 2018, as fake news levaram ao poder, governantes sem nenhum senso da governabilidade, fora do modelo relacionado aos direitos humanos, confiabilidade e transparências das ações. Usando calúnias e difamações contra os adversários políticos.

Identificar responsáveis, suas associações com grupos políticos e consequentemente puni-los, no intuito de criminalizar e coibir a ação de sites sensacionalistas, é uma tarefa difícil, pois, esses grupos de pessoas, a maioria dos usuários utilizam servidores de outros países e « Lan Houses » para divulgar informações mentirosas.

Um grande esforço dos governos do mundo inteiro deve ser aplicado para desmantelar essas organizações especializadas em contar mentiras. Mas, a maior contribuição vem do cidadadão comum, procurando pesquisar a veracidade da informação antes de repassá-la, tendo em vista que, a disseminação de notícias falsas, podem determinar o resultado de uma eleição ; levar ao suicídio pessoas vulneráveis, ou ainda, levar multidões ao delírio ideológico e ao fanatismo.

O Brasil tem um projeto de lei (PL 2.630/ 20) que será votado, que estabelece regras para o uso e operação de redes sociais e serviço de mensagem privada via Internet. Esperando que, a tal lei julgue e puna os culpados de fake news. Será ?

A mídia pode ajudar e atuar na conscientização da comunidade sobre o mecanismo para identificar informações não verdadeiras, como, checagem e fontes de leitura completa da matéria.

Não podemos acreditar em qualquer frase feita sem conteúdo real. Procedendo dentro da investigação, compreensão e verdade, a fim de que o tecido social não viva na realidade das sombras, assim como na « Alegoria da Caverna » de Platão.

Por Miriam Rey