O discurso do Sérgio Moro, ex-Ministro da Justiça, embora, eu tenha inúmeras críticas ao seu respeito e que ele sempre soube onde estava navegando, foi corajoso. Desta vez, escreveu certo por linhas tortas.

Ele colocou no ventilador da verdade, as intenções do presidente Bolsonaro de ter o controle total do poder.

Pode? Não!! É antidemocrático!

Em sua defesa Bolsonaro proclamou a sua autoridade presidencial, sem nenhuma necessidade, a constituição é bem clara: “Todo poder emana do povo”, os políticos são apenas mandatários provisórios no poder.

O seu pronunciamento se limitou em três páginas lidas, o resto foi improviso totalmente fora do contexto, indiretamente ele confessou crimes em seu governo: Quebra da carta branca ao Moro; Assumiu à interferência junto à Polícia Federal no caso da morte da vereadora Mariela; A possibilidade de um dos seus filhos, o número 4 estar envolvido, inclusive confirmando o machismo da família: “Já peguei todas no condomínio”, pensa?; O inquérito sobre o atentado dirigido a sua pessoa, onde foi arquivado sem provas do mandante do crime, a inconformidade pelo resultado dado pela PF; A exoneração do Diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo com a assinatura digital do Moro, que negou ter assinado confirmando falsidade ideológica e outros delírios sobre o aquecedor da piscina e etc, fez uma salada de frutas sem raciocínio lógico.

A saída do ministro da justiça Sérgio Moro que é considerado mundialmente como um ícone no combate à corrupção, será? É questionável, causa graves rupturas na moralidade do governo Bolsonaro.

A Procuradoria Geral da República e o Procurador Geral da Nação, Augusto Aras, agiram rapidamente depois das declarações do Moro, a instalação de inquérito é mais do que necessária, é uma questão de estado de direito do povo brasileiro e de justiça.

Entre a gravíssima crise epidêmica e as questões políticas nefastas do governo, o país se encontra no “abismo anunciado”.

A verdade acima de tudo!

Miriam Rey