O novo formato do jornal Hebdolatino prova a atualização, o modernismo na comunicação. Buscando crescer e adaptar-nos aos tempos atuais, o novo “agora” já chegou e decidimos que inovar era necessário. Crescer sempre no dinamismo da palavra e da imagem.

Mudamos o figurino, o site, as ideias, a maneira de transmitir as notícias e fundamos a  asociação “Jornalismo e liberdade- Hebdolatino”, para que todos os leitores tenham a possibilidade de interagir conosco na mais transparente troca de informação e ajuda mútua.

Tudo na vida tem o seu lado positivo, e, a pandemia nos fez refletir sobre o desempenho individual e coletivo, trazendo luzes esclarecedoras sobre a melhor maneira de apresentarmos os fatos, os editoriais, as mazelas do cotidiano e finalmente subir degraus na concorrida indústria da comunicação.

As mudanças se impõem em um mundo já não tão globalizado. O eu, o você devem se transformar em nós, somos únicos e misturados.

Por isso, decidi de escrever o editorial da semana com previsões fatalistas do  futuro da nossa raça. Se não mudarmos radicalmente o nosso interior, observando a vida com outras perspectivas de convivência pacífica entre o homem, a natureza e os outros seres vivos, voltaremos centenas de anos atrás.

Boa leitura !

O tempo circular viaja na imaginação daqueles que, tem olhos em outras dimensões e podem prever, ou talvez, enganar-se nas entrelinhas dos pensamentos.

O cotidiano do novo tempo, já era futuro…

Em frente ao mar poluido dos anos 2100, uma turma de adolescentes jogavam bola como nos velhos tempos, só conhecidos nas páginas amareladas de poucos colecionadores saudosistas.

Miriam tinha vontade de mergulhar e nadar nas água do Oceano Atlântico, mas, há muito anos perdeu-se o saber do nadar, o mundo dos plásticos do ontem, ainda era visto nas ondas e a natureza não conseguiu digerir toda a produção humana, a extinção de várias espécies marinhas quebraram a cadeia ecológica do bem viver.

Sentada em volta do fogo em plena lua cheia, a matriarca Rose, reunia os adolescentes em aulas ao ar livre, transmitindo o pouco conhecimento vindo do começo do século XXI.

  • Essa história do virus em 2020, que matou 10 milhões de pessoas na Terra, é verdadeira ? Perguntou Bill. Com seus 15 anos de existência e sem fontes de pesquisas, pois, a comunicação entre os países ficou restrita a notícias esporádicas de um único canal de televisão, a globalização falhou, os anos dourados de tudo saber em tempo real, das distâncias reduzidas, das viagens em loucas escapadas pelo globo, faziam parte da aventura humana da universalidade antiga. O raíz, o local, substituiu aquilo que outrora se chamava liberdade.

O olhar de Rose era transparente, melancólico e iluminado de uma consciência que ia mais além da dimensão terráquea.

  • Bill, não podemos afirmar com certeza os números de mortes causados pelo covid-19.
  • Na época havia subnotificações, os governantes dos países ainda queriam preservar a nefasta economia implantada depois de séculos.
  •  O que existia ? Uma desigualdade social enorme, uma ânsia de produção, consumir era mais importante do que viver, a felicidade era compensatória, comprar um carro, uma jóia, roupas de marcas e por aí vai, eram desejos efêmeros que deixaram no planeta marcas destrutivas.
  • O ar, o mar e os animais sofreram graves consequências devido à ambição dos poderosos, que só pensavam em ganhar dinheiro.
  • Enquanto isso… Mais da metade do mundo vivia na miséria, na discriminação, racismo e pior, em guerras sanguinárias para conquistar mais poder e submeter os menos favorecidos aos ideais neoliberais, onde poucos eram milionários e a quase maioria trabalhava somente para sobreviver, na quase fome.

A tristeza tomou conta da energia densa do local. Toda a informação da história do ser humano foi deletada pelo comportamento mesquinho, egoista, radical e pelas “crenças lixos” da raça, dita inteligente. Tudo deveria começar de novo, mas, será que aprenderemos? Ou a lei da atração fará o mesmo caminho negativo dos séculos passados ?

O tempo agora é linear, volto para cá junto com vocês, amigas e amigos leitores. Vamos pensar muito sobre como sermos mais e melhores, para que o legado das próximas gerações não seja ignorância e destruição.

A boa palavra, a verdade, a maneira correta de transmitir as mensagens fazem da comunicação uma importante ferramenta para evoluirmos.

A equipe do jornal Hebdolatino deseja um “novo tempo”, cheio de boas intenções.

Por Miriam Rey

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