Tive o prazer de participar da vernissage do fotógrafo, explorador e etno francês, Christian Puech, na Maison Internationale des Associations (MIA) – rue de Savoises, 15 – Genève, que aconteceu do dia 10 ao 12 de julho de 2018.

Exposição fotográfica e bate-papo, como bem definiu o nosso artista da vez.

A conversa com Chrstian Puech foi cheia de surpresas, reflexão e alma, misturada com as imagens das fotos captadas no meio de tribos dos quatro cantos do planeta, cada cena uma história contada, ao mesmo tempo simples e profunda. Aplausos!

Christian é um defensor da biodiversidade e da ecologia, o olhar que vai bem mais além do que os olhos podem ver, ele atravessa fronteiras e dedica-se à escuta, observação, conclusões e fotografias de povos esquecidos, explorados e quase mortos pela civilização, que podem ter os seus dias contados.

Ele nos questiona : etnocides, genocídios, “bio-diversidicides”, onde foram parar os nossos valores ? Christian preside a Association Témoin au Bout du Monde (Associação Testemunhas no Final do Mundo).

Um pouco de história sempre ilumina as nossas opiniões. Christian nasceu em Montpellier, França, de formação arquiteto.

Sua primeira viagem na Amazônia, foi de Belém para Manaus, onde conviveu e viveu por um tempo com os Guaranis e com os Tikunas, interessando-se pela concepção sustentável do mundo, alguns hábitos e costumes ainda em sobrevivência, destas tribos. A busca pelo essencial é a sua motivação e arte.

Mais tarde, atravessou a Amazônia sozinho, desde o Equador até Manaus, no Brasil.

Livre de suas amarras, fez cerca de quarenta viagens etno-fotográficas, às vezes, sem muitos recursos, incluindo muitas expedições sozinho ou na companhia de outros grandes viajantes, na América Central e do Sul, na África Oriental, no Deserto de Danakil, na Ásia e no Himalaia acima de 5000 metros, ou ainda, em Madagascar (onde ele poderia ter descoberto o último Mikéa).

Atualmente trabalha com “um olhar universal” sobre o tema: “Povos e culturas em perigo de extinção”, sequência lógica de sua pesquisa etnográfica e fotográfica. Muitas vezes as pessoas ofereceram hospitalidade ao fotógrafo em países inóspitos e culturas diversas, com apenas o passaporte da abertura de espírito.

Escreveu a primeira biografia de Paul Dardé, morto na miséria, esta monografia é intitulada: “Paul Dardé, escultor-desenhista da alma humana”. É autor da biografia do pintor e poeta José Mange, boicotada por alguns meios de comunicação por sua defesa da língua proibida da Provença.

Ativista ambiental, ele escreveu várias cartas abertas, lançou alertas e fez comunicações na mídia social, entre outros, defendendo culturas, o meio ambiente e a diversidade.

A recuperação e a síntese de suas fotografias, a pesquisa etnográfica e os fascinantes encontros com povos do mundo inteiro, vão ser expostos em livros, essa será a próxima realização deste fotógrafo sem fronteiras, apaixonado pela aventura e pelas boas causas.

Tudo o que se faz com paixão e humanismo, ilumina o nosso espírito e a nossa concepção da solidariedade.

Parabéns Christian Pucher !

Por Miriam Rey

Facebook Christian Puech

https://hebdolatino.ch/francais/35-point-associatif/6357-exposition-photografique-indiens-d-amazonie-peuples-traditinnels-aubes-incertaines.html

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