A notícia do assassinato e decapitação do professor de história e geografia Samuel Paty, 47 anos, assassinado pelo jovem Abdullakh Anzorov de 18 anos, de origem chechena, nascido na Rússia (Moscovo) e abatido pela polícia, trouxe revolta e indignação.

O ataque aconteceu na sexta-feira (16.10.2020) perto do colégio em Conflans-Sante-Honorine, na região de Paris, onde Samuel lecionava. A vítima teria exposto caricaturas do profeta Maomé em uma uma aula de liberdade de expressão. Segundo fontes de investigação, um ou mais alunos teriam fornecido a Abdullakh a identidade do professor em troca de algumas centenas de euros.

O jovem reivindicou a sua ação, em mensagem áudio em russo onde declarou ter vingado o profeta, acusando o professor de tratar Maomé de forma insultuosa. Ainda fez referências ao Alcorão : « Irmãos, rezem para que Alá me aceite como mártir ». Sete pessoas foram acusadas, sendo seis delas, por « cumplicidade em ataque terrorista ». Pensando aqui com meus valores, essa história é arrepiante e pensar que vivemos cercados de tantas crenças limitantes.

Em homenagem ao professor, a França projetou caricaturas do profeta Maomé na fachada exterior da Câmara Municipal de Montpellier e Toulouse.

As caricaturas feitas pelo satírico jornal Charles Hebdo, foram projetadas durante várias horas. Depois de uma homenagem onde estiveram presentes a família de Samuel Paty e o presidente francês Emmanuel Macron.

Durante as projeções o local estava cheio de policiais armados. Será que isso não levantará mais o ódio dos radicais mulçulmanos ?

O professor recebeu a título póstumo – Legião de Honra, a mais alta condecoração francesa, passou a encarnar segundo o presidente francês « a cara da luta pela liberdade e razão ».

A liberdade de expressão em um mundo onde a grande maioria da população está vivendo sob os holofotes da manipulação, é sonhar alto.

Por Miriam Rey