Mais de sete milhões de bolivianos foram às urnas e elegeram com 55,1% dos votos, Luis Arce Cataroca

A vitória do MAS foi reconhecida pela presidente interina Jeanine Áñez, pelo presidenciável Carlos Mesa e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

Além disso, os presidentes da Argentina, México, Peru, Chile e dos EUA felicitaram Arce e ao vice-presidente eleito, David Choquehuanca. Ele será o segundo indígena da história a ocupar o cargo de vice-presidente do Executivo e, simultaneamente, o de presidente da Assembléia Legislativa Plurinacional.

A força do triunfo de Arce relativiza o relato dos rivais do MAS sobre a causas da queda de Evo Morales no ano passado. Desde então os partidários do ex-presidente Evo, defendem a tese que houve um “golpe de Estado » das forças conservadoras da Polícia e do Exército. As elites tradicionais que então derrotaram o partido de esquerda, apoiando-se nos relatórios eleitorais da OEA, argumentaram que tinha ocorrida « fraude » e que esta provocou uma revolta democrática na população.

O MAS sempre negou a acusação de fraude, argumentando que sua força eleitoral tornava desnecessário o recurso dessa ferramenta ilegal. Muitos eleitores do MAS não gostaram da busca de Evo por uma nova releição. Muitos dos eleitores que não o apoiaram em 2019, agora optaram pelo MAS, especialmente por rejeitar a repressão de Áñez. Foi um voto de resistência.

O MAS acertou na fórmula « étnico-classista », esta estratégia deu certo, pois, quatro em cada dez bolivianos se identificam com algum povo indígena, e, ao mesmo tempo, cinco em cada dez bolivianos se consideram mestiços. A dupla Arce (mestiço) e Choquehuanca (indígena) foi uma mensagem à identidade boliviana.

A surpresa com o « país quase invisível » tomou as redes sociais e que mais ?

Viva la Bolivia !

Por Miriam Rey