Nesta quarta-feira (21), durante entrevista para rádio Jovem Pan, o presidente Jair Bolsonaro disse que não sabe se vai se candidatar no ano que vem, segundo o UOL.

“Eu não me lancei, ainda não sei se vou ser candidato”, declarou o presidente.

Em conversa com apoiadores na segunda-feira (19), Bolsonaro chegou a insinuar que não se candidataria com o atual sistema eleitoral de urnas eletrônicas. O presidente está em campanha para aprovação no Congresso de um sistema com impressão do voto.

Reformas Ministeriais

Também nesta quarta-feira (21), Bolsonaro anunciou que vai promover algumas pequenas reformas ministeriais em breve.

“Estamos trabalhando, inclusive, em uma pequena mudança ministerial, que deve ocorrer na segunda-feira [26], para a gente continuar aqui administrando o Brasil. Temos uma enorme responsabilidade, sabia que o trabalho não ia ser fácil, mas realmente é muito difícil. Não recomendo essa cadeira para os meus amigos”, disse Bolsonaro.

As reformas abrangeriam a recriação do Ministério do Trabalho, com o ministro Onyx Lorenzoni assumindo a pasta e, na Casa Civil, entraria Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão.

Bolsonaro sabe que precisa melhorar sua articulação política, especialmente no Senado, onde a CPI da Covid avança sobre o governo.

Nogueira, além de ser uma parceria estratégica para o presidente, vem aparecendo cada vez menos em defesa do mesmo na CPI e, na semana passada, não escondeu sua insatisfação com a liberação de recursos para o governo do Piauí, seu adversário político. (com agência Sputnik Brasil)

Jornal do Brasil

Mourão diz que Brasil não é ‘república de bananas’ e que haverá eleição mesmo sem voto impresso

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira (22) que é “lógico” que haverá eleições no Brasil em 2022, mesmo que não seja aprovada a proposta do voto impresso, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o vice, o Brasil não é uma “república de bananas”.

Mourão deu a declaração em entrevista ao chegar ao Palácio do Planalto, no início da tarde.

Ele comentou reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, que relatou uma ameaça do ministro da Defesa, Braga Netto, ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Segundo o jornal, Braga Netto teria enviado a Lira o recado de que não haveria eleições no ano que vem se o voto impresso não fosse aprovado.

Braga Netto negou que tenha feito a ameaça. Ele disse ainda que “as Forças Armadas atuam sempre e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição”.

Ao afirmar que vai ter a eleição no ano que vem, Mourão ainda questionou: “Quem vai proibir?”

“É lógico que vai ter eleição. Quem é que vai proibir eleição no Brasil? Por favor, gente, isso aí… Nós não somos república de banana”, disse o vice-presidente.

Voto impresso

O voto impresso é uma das principais causas atualmente defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestam o presidente e afirmam que o sistema eleitoral no país é seguro, moderno e auditável.

Bolsonaro reclama de possibilidade de fraude nas eleições, mas não apresenta provas.

Na comissão da Câmara que analisa um projeto para o voto impresso, a tendência é de derrota do texto. Partidos políticos se manifestaram conjuntamente contra a proposta.

G1 Globo

Gleisi e Humberto Costa exigem convocação de Braga Netto para explicar ameaça de golpe contra eleições

O senador Humberto Costa (PT-PE) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, querem a convocação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para que o general explique no Congresso Nacional a ameaça de golpe. O titular da pasta disse que não haverá eleição em 2022 sem o voto impresso.

De acordo com Humberto Costa, “é absolutamente escandalosa a informação de ameaça de golpe feita pelo ministro da Defesa”. “Se confirmada, enseja crime contra o Estado de Direito. Convocaremos Braga Netto para que repita, diante do Congresso, a agressão à democracia que teria dirigido ao presidente da Câmara”, escreveu o parlamentar no Twitter.

A deputada Gleisi Hoffmann afirmou que é “grave essa militância política do comando das FFAA (Forças Armadas)”. “Ao invés de defender o país, o ameaçam?! A Câmara tem de aprovar a convocação do general pretendente a ditador”, disse.

Brasil 247