A tristeza é grande e a vulnerabilidade também. Quantos mortos ainda teremos com a onda de terrorismo espalhada no mundo?

Estamos vivendo uma época de medo e confrontos. As guerras, as invasões e o sofrimento humano causam revoltas e vinganças. O alvo é o povo inocente, infelizmente estamos revivendo o « olho por olho, dente por dente ». A evolução da humanidade está muito longe daquilo que considero ser a paz entre todos, a iluminaçâo das ideias ainda caminha em passos lentos e muitas vezes violentos.

A infância e a juventude foram atacadas no cruel atentado em Manchester na noite do dia 22.05.2017, no show da cantora Ariana Grande, e que foi reinvindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, morreram 22 pessoas e 59 ficaram feridas.

O pior ataque no país desde 2005 aconteceu em plena campanha eleitoral, e “assassinou a infância”, destaca Libération em sua manchete de capa. O jornal ressalta que várias vítimas fatais eram muito jovens: “8 e 18 anos eram as idades das duas primeiras vítimas identificadas!”. Na terça-feira, horas após a explosão, muitas famílias desesperadas suplicavam por notícias de seus filhos desaparecidos.

O autor do atentadon tinha 22 anos, Salman Ramadan Abedi, de origem libiano mas nascido em Manchester, Ele visou uma das maiores casas de show da Europa, a Arena Manchester, templo e simbolo da música pop,

O terrorismo continua sua guerra contra a Europa, agora foi a vez de Manchester, como no Bataclan em Paris, uma geração de jovens festivos foram mortos ainda sem terem vivido plenamente as suas vidas.

Ao invés de diminuir, a ameaça se reforça, os últimos ataques, com faca, carros ou caminhões, foram artesanais. O atentado de Manchester sinaliza a volta de uma ação mais militar, com o uso de explosivos. O retorno para seus países de jihadistas europeus, que foram combater ao lado do grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque, deve aumentar os atentados, já que eles adquiriram conhecimentos de guerra e de mercenários.

O presidente da França, Emmanuel Macron propôs, após o atentado de Manchester, reforçar a cooperação europeia sobre o terrorismo. “Hoje choramos com vocês, amanhã trabalharemos juntos para combater os que tentam destruir nosso jeito de viver”, prometeu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Apesar do Brexit, a cooperação europeia avança no setor da segurança e luta contra o terrorismo, O terrível ataque de Manchester vem lembrar que o Reino Unido não saiu da mira do Estado Islâmico ao tentar se afastar da Uniao Europeia.

O que podemos fazer ? O povo europeu tem medo mas esquece fácil, até o próximo ato de mortes e desespero.

Medidas urgentes e mais eficazes devem ser implantadas pelos governos da Europa, as invvestigações, controles, antecipação da açâo, averiguações em lugares chaves e suspeitos devem ser levadas muito a sério, deve ser um trabalho sem descanso. Na minha opinião a polícia e os órgãos de repressão estão negligenciando a situação.

Sangue e violência em um mundo de injustiças, vamos mentalizar pelos mortos, é o que nos resta a fazer.

Por
Miriam Rey