Os tempos mudaram e a Igreja Católica, através do seu representante máximo, o Papa Francisco, desafiou dogmas e posições.

“Casais homossexuais devem ter o direito a ter uniões civis”. « Os homossexuais têm o direito de formar uma família. Ninguém deve ser excluído ou forçado a ser infeliz por isso » afirmou o Papa, no documentário Francesco, que estreou na quarta-feira (21.10) do cineasta americano de origem russa Evgeny Afineevisky.

Causando espanto, polêmica e acolhimento de muitos excluídos, o mundo reagiu as palavras de Francisco. De acordo com analistas esses comentários foram os mais explícitos lançados pelo representante da igreja católica em relação aos homossexuais.

A Igreja vem mudando as suas posições em relação aos LGBT, o que antigamente era depravação, em 2020 pode se transformar em acolhimento.

No dia 3 de junho de 2003, o Vaticano publicou um documento chamado: “Considerações sobre os Projetos de Reconhecimento Legal das Uniões entre Pessoas Homossexuais ». A conclusão na época foi que, a Igreja não aceitaria o reconhecimento legal das uniões gays. « Reconhecer as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimônio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do patrimônio comum da humanidade ».

O texto aprovado pelo Papa João 2° (1920-2005) foi assinado pelo cardeal alemão Joseph Ratzinger – que sucedeu o papa João 2°, com o nome de Bento 16, renunciando dez anos depois e abrindo espaço para a eleição do argentino Jorge Bergoglio, o atual Papa Francisco.

A Igreja Católica, uma instituição milenar, baseada em crenças, valores e dogmas inalteráveis através de séculos e séculos, poderá modernizar-se e aceitar o inevitável, pois, somos todos iguais perante ao Criador, somos a Unicidade.

Por que não ? O amor, a paz, a iluminação, a harmonia estão espalhados em um universo de milhões de possibilidades.

O Papa Francisco é um homem vanguardista e apoio as suas palavras.

Por Miriam Rey