Parece que o pequeno Paraguai, nosso vizinho mais conhecido do Brasil, pelas compras e produtos baratinhos de importação que fazem a alegria dos brasileiros, em um « ir e vir » entre as fronteiras. Isso é passado. Porém o horizonte colorido do futuro está chegando…

Com o isolamento social e as viagens proibidas, pensei que o Paraguai estaria entre os países sulamericanos mais atingido. Engano meu.

Segundo o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez e o secretário da Fazenda Benigno López, o Paraguai é o país número 1 na recuperação da pandemia, na América do Sul.

Afirmando que, a economia paraguaia terminará o ano de 2020 com leve aumento das atividades econômicas, apesar do impacto em todos os setores causados pela pandemia. E que, o Paraguai foi o único país que cresceu entre os vizinhos sulamericanos, em julho de 2020, e, acrescentou que, a manutenção do emprego e o dinamismo da economia foram fundamentais para que isso acontecesse.

López, secretário da Fazenda declarou que, o país vem adotando medidas sensatas em relação à pandemia, tanto do ponto de vista econômico quanto sanitário e concluiu dizendo que o Paraguai está próximo de atingir o grau de investimento.

Uma boa notícia é que o Brasil e o Paraguai, assinaram (16.10.2020) um acordo bilateral para ativar parcialmente o comércio entre as regiões fronteriças dos dois países com a criação de pontos comerciais.

« Neste momento, o Paraguai é um importante país para o Brasil, porque o Paraguai tem agora energia de Itaipu muito barata, tem um sistema tributário muito melhor do que o do Brasil, então produzir no Paraguai para exportar para o Brasil ou para o mundo é uma boa alternativa neste momento” declarou o presidente da AEB (Associação Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.

De acordo com a última estimativa do Banco Central do país, os analistas esperam uma contração do PIB de 3,4% para 2020 e uma recuperação de 3,8% para 2021. O FMI, prevê uma queda de apenas 1% para esse ano.

Quem nunca foi ao Paraguai comprar um telefone, um perfume francês, um tênis de marca? Bem baratinho…

Os brasileiros torcem pela recuperação da economia dos amigos vizinhos.

Por Miriam Rey