A história da festa de lançamento da Associação Suíça-América Latina e do jornal on line Hebdolatino, depois do último episódio cheio de cores e emoções, « Criatividade tem nome, Aurino Pereira ! », segue com a apresentação do artista contemporâneo e escritor Paulo Themudo. Sensibilidade e imaginação fazem parte do seu universo colorido !

Paulo nasceu em Porto mas viveu grande parte de sua vida em Matosinhos, norte de Portugal. A377106 2586732713550 1553298502 n sua ligação com a as energias fortes da criação começou muito cedo, com apenas 8 anos. Descobrindo-se e descobrindo com as cores, os mundos da arte e das suas artes, através da espontaneidade da criança e pelo lado imaginação que despertava em seu ser.

As pinturas, poesias e textos surgiram ao mesmo tempo. A sua memória passada traz no momento presente a lembrança de um menino correndo e procurando uma folha de papel onde pudesse deixar um pouco do sentir e um pouco do mundo que observava, rodeado de emoções.

No universo de Paulo Themudo nunca existiu aquele momento de inspiração entre as duas artes : pintura e escritura, podemos dizer que estava latente dentro de si e irremediavelmente nasceu da necessidade de expressar através de « olhos de menino », as impressões nas quais vivia e com as « mãos gigantes » que o abraçavam.

Em sua trajetória escreveu sete livros :

« Repousadas Mãos Que Sentem »« Silêncio Transparente do Meu Corpo »

« Fui… O Que Já Não Sou »

« Devir de Vir »

« Um Punhado de Sombras »

« Silêncio Nu »

E o mais recente : « Neste Mundo e Nos Outros Onde Vivo ».

Sucesso garantido !

Paulo tem realizado várias exposições de suas pinturas em muitos países, entre eles, Portugal, Brasil, Suíça e Lituania.

Tem como principal mentor o mestre da pintura : Ângelo Vaz.

10998305 10206139957763883 5582034183395272400 nPaulo é um artista completo, um ser sensível e culto. Intuição, equilíbrio e gentileza são traços marcantes desse artista que poderia figurar entre os mais renomados pintores expressionistas contemporâneos.

O seu trabalho é profundo na mensagem, rigoroso no domínio técnico e elegante enquanto experiência estética. Dentro do propósito de trilhar o seu próprio caminho, na incessante busca de exprimir a sua arte e finalmente mostrar seu verdadeiro « eu », conseguiu realizar o seu sonho, que pode ser compartilhado com o nosso sonho. Um criador atento às novas tendências e aos ventos que sopram movendo a modernidade, surpreende pelas obras que cria.

Gostei demais dessa poesia de Paulo e compartilho com todos vocês leitores :

« Apocalíptica Existência”

Este mundo nasceu com os meus olhos escondidos atrás do céu, com as mãos estendidas sobre o mar, ansiedade de encontrar um lugar que não fosse sombra e me deixasse ficar.

Este mundo chora-me pelo crucifixo dos olhos e as rezas da alma já não me preenchem a casa do corpo.

Tenho uma palavra para cada poema, para cada pedaço de mim, tenho uns olhos na diversificação dos sentires, movendo sombras de um lado para o outro, resgatando lugares para ficar.

As mãos são nuas na esperança de um traço que as façam viver e sonhar mais uma vez, o ponteiro do silêncio acomoda-me os choros que a tarde embebedou com sorrisos.

As sensações são a desigualdade e o medo comprometidas com os segundos do relógio que me leva o tempo.

Percebi de repente que o mundo se deitava a meus pés com os olhos chorando chuva e os lábios gritando ecos onde os homens são surdos, mudos, esquecidas almas em corpo de carne que um deus semeou numa era distante.

Este mundo nasceu de um nada, de um nada que eu também sou e sinto…

O visceral é o punhal que sangra, a incompletude, o que dói, o que magoa, o ser querendo ser…

Seja… O ser não podendo ser mais nada, mas sendo, o verdadeiro.

Este mundo nasceu com os meus olhos escondidos num outro e com um mar como refúgio dos gritos e um universo incompleto de sentires…

Agora o compromisso de não voltar a nascer, o ter que viver com as mãos debruçadas sobre a janela do olhar e a penumbra da noite no caminhar.

Quero ser…

Sendo o outro jamais existirei, sendo quem sou poderei vir a ser quem sou.

Paulo Themudo

Por hoje, que pena, acabou a nossa narrativa, mas antes das últimas palavras, a pergunta final se impôs : « Paulo, qual é a tua visão da arte ? »

– « Visão…. Não só o que os olhos captam mas o que a alma sente ». Paulo Themudo.

A Associação Suíça-América Latina, o jornal www.hebdolatino.ch e Paulo Themudo esperam vocês para alimentar os olhos e a emoção. Tim tim !

Por Miriam Rey

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