O ser humano comete erros graves, destroi o seu lar, acaba com a natureza e as espécies vivas, mas finalmente existe aquele momento em que a  consciência coletiva de pertencer ao todo, clama pelo « basta ».

Eu sou brasileira, as minhas raízes são profundas como a mata, meu povo e a minha família moram no Brasil, o meu desejo maior é que o meu país cresça, se fortifique na igualdade, na ecologia, na economia, na educação e que possamos ser uma grande nação onde reine a sabedoria.

Há 500 anos, desde a época da colonização portuguesa e espanhola, as nossas florestas começaram a ser queimadas e junto com elas a fauna e a flora.

Durante todo esse tempo, a nossa formosa Amazônia sofreu violências em sua essência de maior floresta tropical úmida do mundo.

Rica em biodiversidade é um habitat cheio de olhos gananciosos dos brasileiros e estrangeiros capitalistas, a cobiça material é uma características dos que buscam e obtém o poder, não importando que o legado para as gerações futuras seja um planeta ecologicamente sufocado.

Muitos governos, agricultores, pecuaristas, garimpeiros, madeireiros e outros, foram destruindo nesses séculos todos, 25% da Floresta Amazônica, mas o grito de alerta pertence ao ano de 2019, os ouvidos dos brasileiros e do mundo todo voltaram-se, como um sinal do universo, para a floresta escondida, camuflada das realidades cotidianas. Longe dos olhos, longe do coração… Chegou atrasado o instante do despertar, mas ainda podemos virar o jogo e buscar o tempo da salvação.

A divisão política no Brasil já virou fanatismo egocêntrico, o importante é ter razão, uma parte da população é direita, e, a outra é esquerda, então vamos nos odiar e ficarmos cegos diante dos fatos, para que refletir? Se o objetivo é defender e atacar uns aos outros, enquanto isso, a casa pode cair.

Ahhh!!! Mas a floresta não é o pulmão do mundo, dizem alguns, não produz oxigênio e justificam a destruição como papagaios repetindo o que leram nas redes sociais. As florestas são o reprocessamento e o filtro do gás carbônico (CO2) eliminado pelas indústrias, carros e etc, no Planeta Terra.

As árvores desempenham um papel-chave na redução dos níveis de poluição, o gás carbônico (CO2), cujas emissões provêm tanto de fontes naturais como da atividade humana, para a sobrevivência de todos, deve ser filtrado. Nos últimos 150 anos, os seres humanos têm lançado quantidades enormes de CO2 no ar por meio da queima de combustíveis fósseis, carvão, petróleo e gás natural – e esta é uma das principais causas das mudanças climáticas no planeta.

Em condições naturais, as plantas retiram o CO2 da atmosfera e o absorvem para fazer a fotossíntese, um processo de produção de energia. Com a fotossíntese, as plantas obtêm oxigênio que é liberado novamente no ar, e, carbono que é armazenado para permitir o crescimento das plantas.

Assim, sem as florestas tropicais úmidas e todas as suas árvores fazendo a fotossíntese, o efeito estufa provavelmente seria mais pronunciado, e as mudanças climáticas podem vir a ser ainda mais graves.

O que as florestas retiram do ar, elas podem devolver. Quando as florestas são queimadas, a matéria de carbono das árvores é liberada, consequentemente, poluindo o ar. O CO2 está presente no nosso século, em quantidade excessiva na atmosfera.

Onde antes havia floresta tropical úmida e savanas, agora surgem pastagens para a criação de gado e junto vêm os cupins, as atividades metabólicas desses dois animais também liberam CO2, embora sua contribuição para a poluição atmosférica ainda gere muita polêmica.

Sem florestas, o gás carbônico deixa de ser transformado pela fotossíntese, juntamente com a poluição industrial, o desmatamento descontrolado na América do Sul e em outros lugares do mundo, a quantidade de poluição aumentou significativamente na atmosfera terrestre.

Além disso, as florestas representam um tesouro vivo de plantas medicinais, de micro organismos, de animais e espécies variadas, de índios isolados, de riquezas minerais insubstituíveis. Preservar é o nosso dever.

O socorro é urgente, vamos parar de pensar e agir como se fossemos os únicos habitantes deste espaço-tempo.

Unidos por uma causa maior, sem brigas, sem politicagens e sem o falso sentimento de sempre termos razão, vamos salvar as nossas florestas… Como ? gritando aos quatro ventos pela proteção e preservação das matas, talvez sejamos ouvidos pelos governantes, pelos capitalistas inescrupulosos que se acham os donos do mundo.

« Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta ».

Chico Mendes

Por Miriam Rey