O Brasil é uma grande nação, rica em recursos naturais e um povo que não foge a luta ; 142 milhões de brasileiros foram às Urnas no dia 05.06.2014, para eleger o presidente que ficará quatro anos no poder do maior país da América do Sul.

Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) decidirão em segundo turno, no próximo dia 26.10.2014, quem será o número 1 do Brasil. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A petista Dilma Rouseff obteve 43.267.668 votos (41,59%) no primeiro turno e o tucano Aécio Neves 34.897.211 (33,55%), Marina Silva (PSB) 22.176.619 votos (21,32%) e ficou em terceiro lugar, mesma colocação da eleição de 2010.
Após a confirmação de que haverá segundo turno, Dilma e Aécio fizeram pronunciamentos em Brasília e em Belo Horizonte, respectivamente.
Dilma falou para uma plateia de militantes do partido e atacou o PSDB: “O povo brasileiro não quer de volta aqueles que viraram as costas para o povo, que acabaram com as escolas técnicas, esvaziaram o crédito educativo e elitizaram as nossas universidades federais, sucatando-as”.
Aécio Neves declarou: “O sentimento de mudança em todo o Brasil foi uma coisa surpreendente em todos os estados”.
A candidata do PSB Marina Silva decidirá quem apoiará no segundo turno e disse que não se considera uma “derrotada ».
O ministro Gilberto Carvalho afirmou que o PT tentará convencer Marina Silva a apoiar Dilma no segundo turno, e para isso, o partido pode incorporar propostas do programa da candidata derrotada.
Aécio que no pronunciamento reverenciou Eduardo Campos, morto em agosto e de quem Marina era vice, declarou que aceitará o apoio de “todos os que tiverem contribuições a dar”. Ele disse ter “enorme respeito” por Marina, mas que aguardará a decisão “sobre o caminho que ela achar mais adequado”.
Será a quarta vez consecutiva que candidatos de PT e PSDB disputarão o segundo turno – em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu José Serra (PSDB); em 2006, Lula se reelegeu contra Geraldo Alckmin (PSDB); em 2010, Dilma superou José Serra.
Nesta eleição, Dilma venceu em 15 estados, Aécio em nove e no Distrito Federal, e Marina em dois.
Segundo a apuração do TSE, Luciana Genro (PSOL) obteve 1.612.186 votos (1,55%), seguida do Pastor Everaldo(PSC), com 780.513 (0,75%); Eduardo Jorge (PV), com 630.099 (0,61%); Levy Fidelix(PRTB), com 446,878 (0,43%); Zé Maria (PSTU), com 91.209 (0,09%); Eymael (PSDC), com 61.250 (0,06%); Mauro Iasi(PCB), com 47.845 (0,05%) e Rui Costa Pimenta(PCO), com 12.324 (0,01%).
A campanha
A campanha eleitoral passou por uma reviravolta após a morte de Eduardo Campos em 13 de agosto de quem Marina Silva era vice.
Até então, as pesquisas indicavam uma situação de estabilidade com Dilma na frente e Aécio em segundo. O tucano já havia enfrentado denúncias de suposta concessão irregular de um aeroporto em benefício de um tio, na cidade de Cláudio (MG), mas a candidatura dele começou a perder folego depois da morte de Campos.
Após o acidente que matou o ex-governador de Pernambuco, Marina Silva assumiu a candidatura para presidente e chegou a aparecer em situação de empate técnico com Dilma deixando Aécio para trás. Mas na última semana da campanha, ela começou a perder intenções de voto e o tucano Aécio assumiu a segunda colocação nas pesquisas divulgadas na véspera do primeiro turno.
A campanha foi marcada pela troca de ataques entre os candidatos. A ascensão de Marina logo após a comoção provocada pela morte de Campos, fez com que se tornassem mais duros os discursos dos adversários. Em eventos de campanha e na propaganda da TV, Dilma pedia com frequência aos eleitores que votassem contra o retrocesso a favor das “conquistas sociais”, Marina Silva respondia dizendo que a rival adotava “discurso do medo” e fazia “terrorismo eleitoral”.
Uma das principais polêmicas se deu em torno da divulgação dos programas de governo, a primeira a apresentar suas propostas, Marina Silva foi alvo de críticas por ter alterado, no dia seguinte a divulgação do programa, o capítulo de políticas para a população LGBT(lésbicas, gays, travestis/transexuais) retirando o apoio à criminalização da homofobia. Ela também foi objeto de críticas por parte de Dilma por defender a autonomia do Banco Central. Aécio também disparou contra a candidata do PSB, acusando-a de mudar frequentemente de posição.
Os embates também envolveram Dilma e Aécio. O tucano explorou durante a campanha o tema “corrupção” na Petrobras, responsabilizando o atual governo pelos escândalos que envolveram a estatal e culminaram na prisão, pela Polícia Federal (PF), de um ex-diretor acusado de desviar dinheiro da empresa. Dilma se defendeu dizendo que a PF teve autonomia para investigar os casos de corrupção e que nada estava escondido “debaixo do tapete”.
No campo da economia, a petista acusou os tucanos de terem “quebrado” o Brasil três vezes durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e de terem intenção de privatizar a Petrobrás. Aécio, por sua vez, repetia que o governo perdeu o controle da inflação e que o país parou de crescer na gestão Dilma.
Entre projetos, promessas, acusações e respostas vão continuar de olho vivo nos candidatos. E entre « eu sou e eu faço » existe o passado das ações boas ou más, cabem a nós eleitores de decidirmos aquele que nos representará no poder. De blá blá blás estamos todos cansados, queremos ver o nosso país crescer em todas as áreas do desenvolvimento, sem corrupções, roubos e má administração do dinheiro público e sobretudo com projetos inteligentes voltados para o bem estar geral da nação.

« A diferença entre um estadista e um demagogo é que este decide pensando nas próximas eleições, enquanto aquele decide pensando nas próximas gerações »
Winton Churchill

por Miriam Rey