O Plenário do Senado Brasileiro aprovou na quarta-feira 25.11 o projeto de lei que inclui motivações de preconceito racial e sexual como agravantes de pena para qualquer tipo de crime.

O texto do senador Paulo Paim (PT-RS) foi pautado devido a repercussão da morte de João Alberto Silveira Freitas, morto a socos e pontapés pelo seguranças do supermercado Carrefour de Porto Alegre, na véspera do dia da Consiciência Negra.

« O racismo estrutural no Brasil é uma realidade. Precisamos agir rapidamente para conter essa desigualdade. Nós vimos atônitos um cidadão negro ser espancado, asfixiado e morto por motivos ainda desconhecidos. Esse cidadão teria o mesmo tratamento caso fosse branco ? » – Rodrigo Pacheco (DEM- MG) relator do projeto.

O projeto original mencionava apenas “preconceito de raça », mas, Pacheco expandiu o texto para um rol de motivações.

Pai de quatro filhos, João Alberto Silveira Freitas, deixou uma família e amigos. No dia 19.11 foi espancado e morto por seguranças pouco preparados e talvez, racistas.

Segundo o seu pai, Sr.João Batista Rodrigues Freitas, era um homem de bem, amoroso com a família, antigo torcedor do Grêmio Futebol Clube de Porto Alegre, e atual torcedor do São José, conhecido pelos torcedores como Zequinha, clube da zona norte onde morava.

Era soldador e membro da torcida Os Farrapos. As lembranças da arquibancada seguem vivas no coração dos amigos. Os seus amigos o admiravam como pai de família e trabalhador.

Uma vida a menos tirada pelo preconceito, ignorância, despreparo e humanismo.

O texto de lei vai ser votado pela Câmara dos Deputados, e espero que seja aprovado. Punir os culpados e levar a luz na consciência em cada cidadão brasileiro que,  racismo é crime.

Por Miriam Rey