Adormeço no sono das coisas que serão

Sem pressa no destino

Nem nas paradas inevitáveis

Do viajante que sou

Muitas vezes esqueço o GPS

Ou a bussola do passado

O sem rumo me faz companhia

Nada tem importância

Na vida de alguns sopros

Que logo engolem a própria vida

Aprendi a viver o « eu agora »

Já não volto no tempo e nem voo no futuro

Estou pronta para entender o que não tem sentido

O que depassa a razão

O compreender lógico sem explicação

Tudo pode ser milagre ou não

Depende das possibilidades

Que viram probabilidades

Sem perfeição, sem estrada, sem esperar

Juntos descobrimos o encanto dos imprevistos que são !

Por Miriam Rey